sábado, 12 de setembro de 2015

Conscientização sobre a Fibrose Cística

No dia 05 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, uma doença crônica também conhecida como mucoviscidose. Sem cura, ela provoca o mau funcionamento das glândulas lacrimais, salivares, do suor e do muco, afetando a digestão e a respiração. O tratamento da doença deve ser contínuo e precisa associar fisioterapia, remédios e suplementos.
No Tribunal de Contas do Distrito Federal, tramita o Processo 29884/11, relacionado ao tratamento da Fibrose Cística no DF. Ele foi instaurado depois que o Ministério Público de Contas do DF protocolou a Representação 20/11, questionando o cumprimento da legislação no que diz respeito ao atendimento dos pacientes fibrocísticos na Rede Pública de Saúde do Distrito Federal.
Entre as determinações já feitas pelo TCDF à Secretaria de Saúde estão: reabastecer os estoques de medicamentos, suplementos e enzimas voltados para o tratamento da doença; criar uma Comissão de Farmácia e Terapêutica; e verificar as pendências para que o Hospital da Criança se torne, efetivamente, um Centro de Referência para o tratamento de crianças portadoras de fibrose cística com atendimento multidisciplinar. A Corte ainda determinou o envio de relatório comprovando a concessão dos remédios aos portadores de fibrose cística, além do cronograma de aquisição desses medicamentos.
O Ministério Público de Contas do DF 
participou, recentemente, de audiência pública no Senado Federal, em razão da semana dedicada ao debate sobre o tratamento da doença. A Procuradora Geral do MPC/DF, Cláudia Fernanda, lembra que quanto mais cedo for o diagnóstico, mais efetivo será o tratamento da doença que, apesar de incurável, pode ser controlada. “Por isso, é fundamental a realização do Teste do Pezinho, o Teste do Suor e, ainda, o Teste Genético”, afirmou.
SOBRE A FIBROSE CÍSTICA*
Quando suspeitar?
A fibrose cística faz com que tais secreções fiquem muito espessas, entupindo os canais e causando problemas digestivos e respiratórios. Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Os primeiros sinais podem ser similares aos de outras doenças comuns na infância, dificultando o diagnóstico correto. Os mais comuns são:
 • tosse crônica, geralmente com muito escarro;
• chiado de peito freqüente;
• pneumonias constantes;
• suor excessivo e muito salgado;
• desidratação sem causa aparente;
• obstrução intestinal ;
• dificuldade em ganhar peso e altura;
• fezes volumosas e diarréia freqüente;
• dor abdominal;
• doença no fígado;
• extremidades dos dedos dilatadas;
• pólipos nasais (espécie de carne esponjosa).
Como a doença age?
No sistema respiratório
O muco espesso e pegajoso bloqueia os canais dos brônquios, no interior dos pulmões, dificultando a respiração e causando tosse e infecções por bactérias. As conseqüências mais graves são lesões pulmonares e nos brônquios (bronquiectasias), além de insuficiência de oxigênio no sangue (hipoxemia) e cor pulmonalle (repercussão cardíaca).
No sistema digestivo
O muco espesso impede que as enzimas digestivas, necessárias para a absorção dos alimentos, cheguem ao intestino. Isso causa diarréia e leva à desnutrição. Também ocorre a obstrução dos canais do pâncreas, o que provoca fibrose do órgão.
* Fonte Amucors


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