quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Dignidade e abandono

O abandono de um bebê recém-nascido no Centro de Goiânia, noticiado na edição de ontem, comoveu os leitores e estimulou centenas de comentários nas redes sociais. Ainda com placenta e cordão umbilical presos ao corpinho, indicando que acabara de nascer, o bebê foi deixado sob uma árvore, dentro de sacos de lixo.
A imagem da criança em meio aos sacos plásticos ganhou ainda maior simbolismo por ter sido registrada e divulgada na véspera de Natal, época que deveria ser marcada por manifestações de solidariedade e doação. Seria precipitado julgar o responsável pelo abandono sem conhecer as reais causas do fato. O certo é que dificilmente uma mãe é capaz de abrir mão do próprio filho se não estiver enfrentando graves problemas emocionais, capazes de tirar-lhe a razão.


O bebê foi encontrado, encaminhado ao hospital e à Justiça, que deverá conduzi-lo para adoção, caso a família não apareça. Dezenas de pessoas já demonstraram interesse em adotá-lo e há grande chance de que o destino dessa criança possa ser promissor, a despeito de um começo de vida tão conturbado.
A lição que o triste momento proporciona é o da necessidade de acompanhamento social para adultos pobres e desestruturados e para as crianças desamparadas. O abandono, em qualquer fase da vida, da infância à velhice, não pode ser tolerado, pois fere os mais básicos princípios da dignidade.
fonte: O popular

imagem-logo
© Repórter Malu - 2015 - Todos os direitos reservados.
imagem-logo