quinta-feira, 30 de junho de 2016

Pesquisa revela os riscos de ansiedade e depressão em pessoas de meia-idade

A crise da meia-idade é uma realidade que atinge homens e mulheres no mundo inteiro. Estudo recente, realizado pelo governo britânico sobre bem-estar, revela que as pessoas entre 40 e 60 anos têm alto índice de insatisfação com a própria vida. A pesquisa revelou também que homens e mulheres nessa faixa etária atingem seu nível mais alto de ansiedade, o que acaba acarretando problemas de saúde tanto físicos, quanto emocionais.
Para a psicóloga e mestranda em gerontologia Bette Maria, as questões relacionadas à ansiedade nessa fase da vida são muito comum e se dão por conta da alta expectativa que se cria. “A crise da meia-idade é mais comum do que se imagina e várias razões corroboram para isso. Quando mais jovens todos imaginam que nessa altura da vida já terão estabilidade financeira e uma vida sem grandes preocupações, mas não é o que acontece na realidade", explica. 
A especialista completa ao dizer que o fato é que exatamente nesse período a pessoa tem que lidar com as mudanças no corpo e com as responsabilidades do cotidiano. "A pressão do dia a dia acaba deixando a pessoa mais ansiosa, porque ela não consegue lidar com as expectativas que criou e isso gera um desequilíbrio emocional que pode, inclusive, evoluir para uma patologia, como a depressão”, comenta.

No Brasil, o consumo de medicação controlada aumentou 161% nos últimos seis anos e o Distrito Federal lidera esse ranking juntamente com os estados de Goiás e Espírito Santo. Para a especialista, esse dado é uma mostra fiel da vida moderna. “As pessoas acabam usando a medicação como muleta, muito tomam remédio para dormir, depois outro para se manter acordado e por aí vai. Na maioria da vezes, uma mudança de hábito resolve, mas ela acha muito mais fácil resolver seus problemas com ansiolíticos”, ressalta a psicóloga.
Para a especialista, a solução para esses problemas está na mudança de hábitos e rotinas. “Quando a pessoa busca qualidade de vida, naturalmente ela vai abandonando o uso de medicação e vai se tornando mais saudável e satisfeita. Já há comprovação científica que a prática de exercícios físicos aliado a uma alimentação balanceada torna as células do corpo mais saudáveis e faz com que o cérebro produza menos cortisol (hormônio do estresse)", conta. 
Ela acredita que quando decidimos mudar de atitude há uma mudança significativa em todas as áreas da vida. "É importante buscar o autoconhecimento para perceber os próprios limites e assim se cobrar menos, com pequenas mudanças na rotina já é possível perceber uma melhora significativa”, finaliza.  
FONTE>PRESS COMUNICAÇÃO

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