domingo, 17 de julho de 2016

Escultor brasiliense inova e conquista construtoras

Utilizando o conceito das Morfoses – linguagem situada entre a arte, o design e o pensamento -, Rogério Reis amplia atuação do seu trabalho, com a criação de mesas de design e intervenções em projetos de Arquitetura
 Um brasiliense está ganhando espaço no concorrido mercado artístico nacional. Trata-se de Rogério Reis, que desenvolveu o conceito das Morfoses – linguagem em escultura contemporânea que mescla a arte, o design e o pensamento.
Rogério Reis tem recebido diversas encomendas do mercado imobiliário. Só no Noroeste, o mais novo bairro de Brasília, soma mais de dez esculturas grandes de aço com 3 metros de altura.
No Condomínio Ilhas Maurício, um dos mais nobres do Park Sul, o artista produziu para a entrada do empreendimento uma impressionante escultura de quase 6 metros de comprimento, além de outras menores para os halls de entrada.
Há também a Artefacto – uma das mais tradicionais grifes de luxo do país, localizada na QI 21 do Lago Sul, que conta com uma obra multicolorida de aço com 4,3 metros de altura, instalada em frente ao showroom, reconhecido nacionalmente por seu requinte e bom gosto.


Entre as construtoras atendidas por Rogério Reis, destacam-se a Rossi, OAS, Brasal, Vilella & Carvalho, Attos e Real.Novidade - Paralelamente, Rogério Reis está apostando na criação de mesas de design-arte em aço e em intervenções na Arquitetura, usando suas formas como inspiração.
“A Morfose é um trabalho com linguagem consistente que cita diversos autores como Darwin, Kierkgaard e Lavoisier. Não é somente uma estética agradável. A forma fluída é a linguagem que traduz o pulso da natureza em seu movimento contínuo”, explica o artista, graduado na Escola de Belas Artes da UFRJ.
Durante sua passagem pelo Parque Lage, um dos mais importantes centros de artes visuais no país, conviveu com diversos nomes relevantes da arte contemporânea como Nelson Leiner, Daniel Senise e Fernando Cocchiarale.
O artista começou sua trajetória no final dos anos 80 quando, ainda pré-adolescente, “andava com os amigos – e uma lata de spray.  A paixão pela adrenalina do grafite resultou em uma caligrafia própria de formas fluídas e esses traços são até hoje a base do grafismo das Morfoses”, relembra.
No CasaCor 2012, foi convidado pelo arquiteto Christian Blum para produzir uma obra em comemoração ao Ano da Inglaterra no Brasil. Produziu uma escultura “dentro da parede” em homenagem a Anish Kapoor, que é o único escultor no mundo que ele conhece que faz isso.

“É um trabalho diferenciado de intervenção na arquitetura, com esculturas que vazam paredes, esculturas suspensas que dividem ambientes, painéis de grande formato, totens, mobiles e utilização de materiais diversos como led, lycra e fios, além dos tradicionais aço e madeira. Como analogia à ideia de uma jóia para o corpo, a escultura/piercing interage na parede/corpo do imóvel imprimindo personalidade ao projeto de arquitetura”, explica.
Inspirações – São muitas as referências do artista como Calder, Gaudí, Hundertwasser, Krajcberg, Anish Kapoor e Keith Haring, sendo os dois últimos os mais influentes. O traço pop e colorido de Haring e sua atuação como grafiteiro na Nova York dos anos 80 foram a origem do que hoje se chama de arte urbana. As esculturas fluídas de Anish e suas cores puras magnetizaram o autor. Kapoor foi a grande atração das Olimpíadas de Londres em 2012 ao projetar a Orbit Tower. Anish é budista e trabalha a questão do vazio, enquanto Rogério Reis trabalha com transformação e utopia.
Cidade-conceito - Escultor com identificação em Brasília, suas formas foram influenciadas pelas curvas de Niemeyer. No Brasil, sua obra tem proximidade com Tomie Ohtake; e no exterior com Anish Kapoor.
Segundo Rogério Reis, Brasília é uma cidade-conceito, uma arquitetura única no mundo, que melhor traduz a imagem do Brasil moderno. Escultura é um derivativo, um desdobramento da arquitetura. O investimento em escultura contemporânea é uma extensão natural de sua vocação.
As Morfoses fazem parte da trilogia do autor onde constam ainda outros dois projetos com fio condutor com tema na civilização brasileira: “Futebol paixão, o delírio de uma Nação” e O.M.I.B. – Origens Mitológicas do Inconsciente Brasileiro. Este último se propõe a ser um estudo do âmago das raças que formaram o Brasil. Cada qual com abordagem distinta: mito, antropologia cultural e utopia.

Sobre Rogério Reis – Rogério Reis é graduado em Programação Visual pela Escola de Belas Artes – UFRJ. Como artista plástico, desenvolveu o conceito das Morfoses, linguagem que se situa na fronteira entre arte, design e pensamento. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Laje com Daniel Senise, Fernando Cocchiaralle (curador do MAM), Nelson Leiner (Bienal de Veneza) e Charles Watson. ASSESSORIA DE IMPRENSA – ATELIER ROGÉRIO REIS ESCULTURA CONTEMPORÂNEA
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