terça-feira, 26 de julho de 2016

Mobilização para ato pró-impeachment divide grupos anti-Dilma

“A mobilização não estava boa”, diz coordenador nacional do Movimento Brasil Livre
A escolha da data para o próximo ato para apoiar o impeachment da presidente afastada Dilma Rouseff virou motivo para divergências entre os principais grupos contrários ao governo da petista. Atualmente marcado para o próximo domingo (31), o protesto deve ser adiado por opção dos grupos Movimento Brasil Livre e Nas Ruas, que alegam ser mais conveniente  se manifestar em uma data mais próxima à votação decisiva no Senado.  
O Vem Pra Rua, por sua vez, quer manter o calendário inicial e afirma que o ato está previsto para acontecer simultaneamente em ao menos 175 cidades brasileiras. 
De acordo com o portal iG, além de pedir o afastamento definitivo de Dilma, o Vem Pra Rua resume em cinco itens suas motivações para ir às ruas: apoiar a Operação Lava Jato, o projeto “10 medidas contra a corrupção”, a prisão de políticos acusados de corrupção, a renovação política e o fim do foro privilegiado.   
Kim Kataguiri, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre, admite que a decisão de adiar as manifestações se deve ao baixo engajamento dos seguidores do grupo na internet. “A mobilização não estava boa”, afirmou ele, que diz não haver rachas entre os grupos pró-impeachment. 
Manifestações em defesa do governo petista e contrárias à gestão interina de Michel Temer também estão agendadas para acontecer no próximo domingo. Sob a organização de frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e apoiadas por mais de 40 grupos ligados a causas populares, os atos devem ocorrer em ao menos 16 capitais brasileiras.


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