sábado, 30 de julho de 2016

Sinfônica do Teatro Nacional será regida por multipercussionista em agosto

Última apresentação do mês abre série de participações do compositor de carreira internacional Ney Rosauro. Programação inclui outros quatro concertos variados
Cinco concertos marcam a programação de agosto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Inicia a agenda, na terça-feira (2), no Teatro dos Bancários (314/315 Sul), o repertório clássico erudito que terá a abertura da ópera A Noiva Vendida, do compositor tcheco Bedřich Smetana, e o Concerto para Saxofone e Orquestra de Cordas, do russo Aleksandr Glazunov. A obra contará com a participação do solista francês Marc Sieffert, no saxofone.
Em seguida, os músicos executam árias (composições escritas para um cantor solista) de três óperas — Carmen, de Georges Bizet, e Tosca e Turandot, de Giacomo Puccini — acompanhados pelo tenor brasiliense Ian Spinetti. O programa regido pelo maestro Claudio Cohen ainda terá a Sinfonia nº 3, de Johannes Brahms.

Em 9 de agosto, a orquestra sobe ao palco do mesmo teatro, novamente regida pelo maestro titular, para executar um scherzo — peça de caráter ligeiro — da obra Sonhos de Uma Noite de Verão, do alemão Felix Mendelssohn, e Fantasia para Violino e Sopros, do italiano Gianluca Verlingieri, da qual participa como solista o violinista da orquestra Zoltan Paulinyi. Fecha o programa da noite a Sinfonia Nº 4, de Robert Schumann.
Na semana seguinte, em 16 de agosto, os músicos apresentam a abertura da obra
As Criaturas de Prometeus, de Beethoven, e a Sinfonia nº 2 em Dó Menor, do compositor austríaco Anton Bruckner. Os ingressos para as apresentações no Teatro dos Bancários podem ser retirados na bilheteria a partir das 13 horas. O local tem capacidade para 473 lugares.
Concertos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional no Cine Brasília
Em 23 de agosto, os músicos da orquestra apresentam, no Cine Brasília (106/107 Sul), o Concerto Uruguaio, com acesso livre, sem necessidade de retirar ingresso. “Este é o primeiro de uma série de programas em parceria com outros países”, adianta o maestro titular da sinfônica, Claudio Cohen. Com apoio da Embaixada do Uruguai no Brasil, o regente trouxe o violinista Oscar Bohorquez, que executará com os músicos de Brasília o Concerto para Violino e Orquestra, de Johannes Brahms.

O programa em homenagem ao Uruguai ainda contará com a Fantasia para Violino e Orquestra, do compositor Eduardo Fabini, representando aquele país. No mesmo dia, a orquestra executa, sob o comando de Cohen, a abertura de Romeu e Julieta, de Tchaikovsky. De acordo com o regente, o semestre será repleto de concertos internacionais. “Em setembro, teremos Chile e México; em outubro, Colômbia; em novembro, Argentina; e, em dezembro, Costa Rica.”

Fecha a agenda de agosto da sinfônica do Teatro Nacional o Panorama Percussivo de Ney Rosauro, série de quatro peças escritas pelo percussionista brasileiro radicado nos Estados Unidos. A apresentação será em 30 de agosto, no Cine Brasília, às 20 horas, e terá acesso livre. O local abriga até 620 pessoas.

“Ney Rosauro é um dos maiores compositores do País, reconhecido internacionalmente”, elogia Claudio Cohen. A apresentação com o músico abre uma série de participações que ele fará com a orquestra até dezembro. Para acompanhar o artista convidado, que dividirá a regência com Cohen, foram escalados como solistas os músicos da orquestra Marco Vidal Donato (tímpanos) e Carlos Tort (marimba) e o próprio Rosauro, que tocará vibrafone na peça Concerto para Vibrafone e Orquestra, composta por ele.

Quem é Ney Rosauro
O multipercussionista carioca Ney Rosauro, de 64 anos, começou os estudos de composição e regência musicais na Universidade de Brasília na década de 1970. Entre 1980 e 1982, fez cursos de especialização em percussão e pedagogia musical na Alemanha e completou o mestrado em percussão no país europeu. De 1975 a 1987, foi professor da Escola de Música de Brasilia Maestro Levino de Alcântara e atuou como timpanista e chefe do naipe de percussão da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Em 1992, formou-se doutor pela University of Miami (EUA), onde atuou como diretor dos estudos de percussão e de cursos de pós-graduação de 2000 a 2009.

Como compositor, Rosauro escreveu mais de 100 peças e métodos didáticos para instrumentos de percussão e, como pedagogo e solista, passou por 42 países. A obra Concerto para Marimba e Orquestra, que será tocada pelos músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, já foi apresentada por mais de 2,5 mil orquestras nos cinco continentes.

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