terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ativista participa da “Difference Maker” pela sua contribuição social

Mulheres do mundo inteiro foram escolhidas como anfitriãs da campanha global para motivar novas ações.Com o intuito de reconhecer pessoas preocupadas com a sociedade em que vivem, a Clinique e a Revista Cláudia, buscaram mulheres que mudam a realidade em que vivem, através das suas atitudes. E nessa busca, que se destaca a trajetória da vida de Núbia Santana, pernambucana lutadora, que despertou o interesse de milhares de pessoas em tomar conhecimento do trabalho que ela desenvolve e, a partir disso, melhorar as relações interpessoais.Desde sua infância, Núbia se esforçava nos estudos para conquistar um futuro melhor para ela e para sua família. As panelas no fogão guardavam pouca comida, que nem sempre era suficiente para seus sete irmãos. Isso a fez buscar uma dedicação ainda maior em seus estudos e, mesmo enfrentando cerca de 15 quilômetros todos os dias a pé até a chegar a escola, não foi motivo de desistência para a jovem.
 Durante a noite, o descanso dava espaço ao trabalho em uma carvoaria, onde se esforçava como gente grande. Aos 17 anos, ela resolveu tomar uma atitude drástica, vendeu as poucas galinhas que havia no quintal e juntou cerca de 20 reais. Com esse dinheiro ela conseguiu ir para a capital – Pernambuco – buscar emprego. 
Na cidade grande, conseguiu um emprego como empregada doméstica. Porém, ela sempre sonhava em algo melhor para sua vida. Se inscreveu em concursos de beleza e, foi onde conheceu um rapaz que acreditou em seu potencial. “Conquistei o título de Miss Pernambuco 1994. Tudo graças a ele, que conseguiu professora de etiqueta e de passarela para que eu pudesse ter melhor desempenho no desfile”, conta.
Através desse título ela conheceu pessoas fundamentais para promover sua imagem. Viajou o Brasil inteiro a trabalho e foi conquistando seu espaço. “Consegui levar presentes para minha família: colchão, panelas e até fogão”, lembra Núbia. 
Os contatos feitos após o concurso de miss, fizeram com que ela pudesse conseguir emprego em um órgão público, em Brasília. A partir disso, Núbia obteve maior equilíbrio financeiro e crescimento pessoal. Vivenciando todas essas mudanças em sua vida, ela resolveu desenvolver o projeto “Nota 10”, o qual promove oficinas de música, teatro e atividades audiovisuais.
 Com o projeto, Núbia pode conhecer melhor a realidade de classes menos favorecidas, inclusive o de usuários de crack e, enxergar, o quanto as drogas podem transformar a vida de uma pessoa. “Produzimos três filmes que buscam uma reflexão sobre os menos favorecidos e como eles se envolvem com o mundo das drogas”, explica.  



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