terça-feira, 9 de agosto de 2016

Dólar cai a R$ 3,14, menor cotação em mais de um ano, com exterior positivo

A votação do relatório favorável ao impeachment de Dilma e a renegociação das dívidas dos Estados com a União são pontos de atenção o cenário externo positivo, com alta do petróleo e expectativas de mais estímulos pelos bancos centrais, impulsiona o real ante o dólar nesta terça-feira (9). A moeda americana é negociada na casa dos R$ 3,14, na menor cotação em mais de um ano.
Os juros futuros e o CDS (credit default swap) brasileiro, outro indicador de percepção de risco, também caem, enquanto o Ibovespa sobe, rondando os 58.000 pontos.
Os investidores monitoram o cenário político. Nesta terça-feira (9), o plenário do Senado vota o relatório favorável ao impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.
A renegociação das dívidas dos Estados com a União é outro ponto de atenção."A expectativa em torno destes dois pontos tem por consequência medir a força de Temer junto ao Congresso e dará importante sinalização ao mercado a respeito de sua governabilidade", escreve a equipe de análise da Lerosa Investimentos.
José Faria Júnior, diretor-técnico da Wagner Investimentos, destaca que a aprovação do relatório recomendando o afastamento definitivo de Dilma "certamente será aprovado", pois são necessários apenas 41 votos. "O que vai importar é o placar. Quanto mais perto de 60 votos, mais o mercado irá comemorar", afirma, em relatório.
CÂMBIO E JUROS

A moeda americana à vista perdia há pouco 1,02%, a R$ 3,146, enquanto o dólar comercial caía 0,63%, a R$ 3,148, seguindo o comportamento do câmbio no mercado externo.
O mercado se anima com a expectativa de novos estímulos monetários ao redor do mundo, após dados fracos de inflação ao consumidor na China. Além disso, Ian McCafferty, que integra o comitê de política monetária do banco central britânico, indicou que mais cortes de juros podem ocorrer se a economia do Reino Unido piorar.
Esses dois fatores estimulam o apetite ao risco, favorecendo mercados emergentes, como o brasileiro. A alta do petróleo contribuiu para valorizar o real nesta sessão.
Pela manhã, o Banco Central leiloou mais 10.000 contratos de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares, no montante de US$ 500 milhões. A operação tem sido insuficiente para mudar a direção do câmbio.
No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 cai de 13,975% para R$ 13,950%; o contrato de DI para janeiro de 2018 recua de 12,740% para 12,680%; e o contrato de DI para janeiro de 2021 diminui de 11,950% para 1,860%.O CDS, espécie de seguro contra calote, perde 1,24%, aos 267,651 pontos, renovando o patamar mais baixo em mais de um ano.
BOLSA
O Ibovespa ganhava há pouco 0,63%, aos 57.999 pontos, podendo renovar a pontuação máxima em mais de 15 meses ao fim da sessão.
As ações PN da Petrobras subiam 0,50%, a R$ 11,97, e as ON ganhavam 0,80%, a R$ 13,86, beneficiadas pela alta do petróleo no mercado internacional.
Os papéis da Vale avançavam 2,03%, a R$ 16,06 (PNA), e 1,47%, a R$ 19,26 (ON), impulsionados por dados mostrando que a demanda por minério de ferro pela China continua forte.
Ainda no setor financeiro, Itaú Unibanco PN subia 0,68%; Bradesco PN, +0,31%; Bradesco ON, +0,94%; Banco do Brasil ON, +0,99%; Santander unit, +0,90%; e BM&FBovespa ON, +2,50%.
EXTERIOR
Na Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 avançava 0,21%; o Dow Jones, +0,22%; e o Nasdaq, +0,32%.
Na Europa, a Bolsa de Londres subia 0,66%; Paris, +0,82%; Frankfurt, +1,32%; Madri, +0,86%. e Milão, -0,06%.
Na Ásia, a maioria das Bolsas também fechou em alta. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,7%, enquanto o índice de Xangai ganhou 0,72%. O índice japonês Nikkei teve alta de 0,69%. Com informações da Folhapress.

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