quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Proibir a amamentação em local público pode virar crime

É o que prevê projeto de lei que está tramitando no Senado Federal
Não existe proibição para que as mulheres amamentem em público. O ato, considerado vital para o desenvolvimento das crianças, pode ser feito em qualquer local. A afirmação é da coordenadora dos Bancos de Leite da Secretaria de Saúde e consultora da Rede Global de Bancos de Leite Humano, Miriam Santos.
 Segundo ela, o relato, nas redes sociais, de que uma mãe chegou a ser presa é mentira, até porque não existe multa, nem pena de prisão prevista para isso. Na verdade, há um projeto de lei em tramite no Senado Federal de número 514 de 2015 que transforma em crime a violação do direito de amamentar em todo o território nacional.

 Em vários estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, os estabelecimentos que proibirem a amamentação podem ser multados por causarem constrangimento para a mãe e o filho durante o ato.
 "Não existe essa proibição. Se a mãe e o bebê se sentem bem, o ato que é natural pode ocorrer no ônibus, no trem, no avião, no shopping, no restaurante, na rua ou em qual lugar", disse Miriam Santos. Segundo ela, o mais importante é que a população se conscientize sobre a relevância da amamentação e não cause constrangimento às mulheres, que acabam sofrendo preconceitos em alguns espaços.
 Gabriel Silva de seis meses teve o privilégio de ser alimentado, até agora, exclusivamente com leite materno. Para a mãe, Jéssica Rodrigues, 24 anos, amamentar é uma tarefa importante.
 "Sei que meu filho fica mais forte e nutrido. Na minha opinião, não vejo problema em amamentar em público, até porque a criança pode sentir fome em qualquer lugar", disse a mãe, que o alimentou enquanto passava pela Rodoviária do Plano Piloto.
"Sou pai de três filhos e sei que, se a criança quer se alimentar, não é errado amamenta-la. Ela pode sentir fome onde quiser. Não precisa haver preconceito", disse o vigilante Antônio Gomes, 45 anos, que passava pela Rodoviária.
 SAIBA MAIS - É importante lembrar que a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida e, complementar, até os dois anos. "Amamentar é um ato natural que faz bem para criança, para a mãe e para sociedade, que temos que apoiar como cidadão responsáveis", complementou a profissional.
Segundo o Ministério da Saúde, o aleitamento materno é uma ação que, de forma isolada, pode reduzir a mortalidade infantil em até 13%. O leite materno confere à criança os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento adequado, bem como previne doenças crônicas na idade adulta, tais como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol alto. Atualmente, uma grande sobrecarga do serviço de saúde se deve as doenças crônicas.

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