quarta-feira, 28 de setembro de 2016

GOIÂNIA, UMA CIDADE PLANEJADA PARA CARROS OU PESSOAS?

Nesta semana nacional do trânsito, engenheiro fala sobre a importância de projetar aparelhos urbanos que deem mais segurança e priorizem pedestres nas cidades .

Imagine uma local que prioriza o trânsito de pedestres e não o de veículos. A ideia parece estranha para os moradores da região metropolitana de Goiânia. Isso porque nem mesmo pontos turísticos e de lazer foram poupados nas últimas décadas. A Praça do Bandeirante, no antigo centro histórico da cidade, foi cortada para dar vazão aos carros.  Outra polêmica modificação foi o corte ao meio da tradicional Praça do Dom Prudêncio, no entroncamento da avenida Castello Branco com a avenida Dom Vital.  O mesmo aconteceu com a Praça do Relógio, na avenida Jamel Cecílio, e muitas outras espalhadas pela cidade.
O engenheiro Eduardo Oliveira explica que esses transtornos ao patrimônio público e de lazer da cidade se deu dessa maneira porque a prioridade foi dada aos veículos automotores e não ao pedestre. “Enquanto as cidades são pensadas e ordenadas para atender os carros, e ruas são cortadas à revelia para melhorar o trânsito de veículos, como o que aconteceu também com a Praça Walter Santos em Goiânia”, comenta. Seguindo na contramão dessa realidade, ele idealizou o Parqville Pinheiros, um condomínio horizontal projetado para favorecer pessoas, ao invés dos carros. O empreendimento será construído na região do setor Garavelo em Aparecida de Goiânia.
O projeto chega ruas sem cruzamento e sem saída, o que diminui o fluxo de carros. “Entre as quadras, temos ruas de pedestres para incentivar o caminhar”, diz.  Lombofaixas e ruas sinuosas, que comprovadamente leva a diminuição da velocidade de veículos, serão aplicadas ao Parqville Pinheiros. Há, ainda, aparelhos urbanos planejados como praças, pistas de caminhada, ciclovia com mais de 1500 metros contínuos.
A inspiração veio de conceitos aplicados em cidades da Europa e Estados Unidos. “Nos EUA e na Europa, a maior parte da população usa o transporte público, porque tem qualidade. Mas também porque o desenho urbano das cidades foi projetado para priorizar os pedestres e não os veículos”, afirma. No Brasil, conceito parecido pode ser visto na cidade de Gramados, no Rio Grande do Sul.  Em Goiânia, esse mesmo conceito foi aplicado no projeto de bairros tradicionais como o Setor Sul, mas que foram deixados de lado com a expansão urbana pouco planejada.
FONTE sEM FRONTEIRAS

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