terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ana Paula Padrão quer empoderar 1 milhão de mulheres

Apresentadora do MasterChef, ex-âncora de telejornais nas maiores emissoras do país, Ana Paula Padrão, 50 anos, tem um lado pouco conhecido do grande 

Ana Paula Padrão entrevista participante eliminado do MasterChef Profissionais, na Band
público. Ela é também uma empresária que vem trilhando um caminho de sucesso. É dona de duas empresas de comunicação e sócia de uma terceira. O novo negócio de Ana Paula, que se considera uma mulher insegura, é o empoderamento feminino. No ano que vem, ela espera oferecer cursos online para 1 milhão de mulheres em busca de autoconfiança.
Fundada há dois anos, a Escola de Você é uma plataforma de internet que oferece cursos sobre assuntos como filosofia, história, psicologia e empreendedorismo. Ana Paula acredita que, ensinando essas disciplinas, proporciona o empoderamento feminino _conceito para a promoção de direitos das mulheres e da equidade social e econômica entre os gêneros, de acordo com princípios estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas).
A empresa da jornalista se prepara para receber aporte de grandes investidores no ano que vem. Um dos interessados é Camila Farani, empresária que faz parte do elenco do reality show Shark Tank Brasil, do canal Sony.
"A Escola de Você tem quase 300 mil alunas no país inteiro. Até este momento, tudo que a gente cresceu foi orgânico. O que estamos fazendo agora é uma revolução na plataforma, [que ficará] estupidamente mais robusta e com mais condições de receber o impacto de muitas inscrições e muito mais vídeos", conta Ana Paula.
Ana Paula Padrão ao lado de sua sócia, Natália Leite
"Todo o nosso investimento dos últimos meses foi para contratar parceiros no mercado, para desenvolver os projetos e colocá-los no ar em janeiro. Nossa primeira meta é chegar a 1 milhão [de alunas] em setembro de 2017 e 2 milhões em 2018", revela.
As atividades de Ana Paula como empresária começaram há nove anos, quando ela fundou a Touareg, empresa que produz campanhas em vídeo para o mercado corporativo. Em 2011, criou outra empresa, Tempo de Mulher, que organiza eventos e também é um site.
A Escola de Você veio por último, mas cresceu tanto que a apresentadora preferiu gerenciá-la separadamente, ao lado da sócia Natália Leite, e dedicar ainda mais tempo e dinheiro ao projeto. Atualmente, os cursos são gratuitos, e as receitas da empresa vêm de vídeos de parceiros comerciais. No ano que vem, a Escola do Você adotará o modelo "freemium". O conteúdo gratuito servirá de isca para atrair usuárias para cursos pagos.
"A pergunta que a gente se fazia era: Por que muitas vezes você dá cursos de qualificação para mulheres, mas a empregabilidade delas continua baixa? A gente acredita que elas não conseguem emprego por motivos que envolvem autoconfiança: não têm coragem, acham que não vão conseguir, que não têm uma roupa adequada, se sentem desestimuladas. Então, a primeira coisa que tentamos desenvolver na Escola de Você é a autoconfiança. Os cursos básicos são o momento em que ela redescobre isso. A partir daí, elas vão para as especialidades e fazem um investimento", afirma.
Empresária 'insegura'
Ana Paula estuda temas relacionados ao empoderamento feminino desde o início dos anos 2000. Ela fez uma pesquisa com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para criar a metodologia ideal, capaz de impactar a mulher brasileira _inclusive ela mesma.
Ana Paula Padrão em um dos vídeos de seu projeto de empoderamento, Escola de Você - Reprodução/Youtube"A gente passa a vida inteira estudando uma coisa, mas sempre tem um medo lá no fundo de não dar certo. Eu sou uma mulher da minha geração, tenho um monte de inseguranças. Talvez eu tenha desenvolvido uma tecnologia que serve para mim também. Ver acontecer ainda é meio sonho", diz.
Com cinco projetos ao mesmo tempo (incluindo o MasterChef e o Conexão com The New York Times no BandNews TV), Ana delega parte das atividades nas empresas a cerca de 40 funcionários que emprega, fixos e temporários. Por cautela e por ter a rotina agitada, ela pretende manter os investimentos e deixar seu trabalho como guru feminista apenas na internet por enquanto.
"Minha vida de empresária vai muito bem mesmo, mas não dou um passo antes do outro. Cuido para que as coisas tenham o tamanho delas e aconteçam na hora certa. Assim que tudo estiver funcionando, pode ser que naturalmente aconteça outra fonte para outra mídia. Não sei até que ponto a gente precisa sair do digital, talvez seja suficiente. Por isso não pensei nisso [levar o empoderamento feminino para um programa de TV] até agora. Estou muito focada ainda em fazer tudo funcionar", conclui.
fonte:noticiasdatv


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