sábado, 25 de março de 2017

O barato que sai caro

Comércio de produtos falsificados está entreas três principais atividades ilegais do mundo
 O Global Financial Integrity (GFI), um centro de estudos de Washington (EUA), apontou as três principais atividades ilegais do mundo: narcotráfico (US$ 320 bilhões/ano); falsificação (US$ 250 bilhões/ano); e tráfico de pessoas (US$ 31,6 bilhões/ano). Em relação à falsificação, a Organização Mundial das Alfândegas estima que os produtos piratas equivalem entre 5% e 7% do comércio global. Já no Brasil, no ano de 2015, por exemplo, a Receita Federal informou que apreendeu, em todo o país, R$ 1,89 bilhão em mercadorias, sendo mais de R$ 8,5 milhões em calçados esportivos e R$ 88,5 milhões em itens de vestuário. Entre esses itens apreendidos estão produtos falsificados e que ingressaram irregularmente no Brasil.
“É imensa a quantidade de mercadorias com preços mais baixos que as do mercado formal, e as pessoas são atraídas por este tipo de produto por conta disso. Mas o que elas devem ter em mente é que por trás dessas peças há um mercado clandestino e criminoso, que ainda submete os trabalhadores ao regime de escravidão, além de algumas mercadorias, como óculos, por exemplo, causarem sérios males à saúde”, afirma Yana Bastos, dona do brechó de luxo Choose Vintage, no Sudoeste (Brasília, DF).
Na loja da empresária, as peças à venda passam por rigoroso controle de qualidade e, principalmente, de autenticidade, até serem expostas para a clientela.
“Não trabalhamos com nada falsificado. Quando a peça chega nós checamos detalhes como etiquetas, fechos, forros, conservação. Nossos fornecedores são de muita confiança, e caso tenhamos alguma dúvida sobre a procedência de uma mercadoria entramos em contato com a marca ou tiramos foto do produto e enviamos para a loja que trabalha com o mesmo, para nos certificarmos. É muito importante que o cliente esteja certo de que vai comprar um item original", afirma Yana Bastos.
Outro detalhe importante em relação ao comércio de produtos falsificados está no Código Penal brasileiro: é crime não só para quem vende ou distribui o produto mas também para quem compra. O comprador pode responder por receptação porque está adquirindo um produto proveniente de crime.
“Nós, empresários do ramo de brechós de luxo, temos que ficar atentos e combater de toda forma essas irregularidades, exigindo trabalhar sempre com peças originais para a garantia da qualidade e idoneidade do nosso negócio. Caso recebamos algum item de procedência duvidosa, sempre apurar e, caso a confirmação seja de falsificação, jamais aceitar para repassar e enganar um cliente com um produto pirata. Isso é um absurdo. As mercadorias falsificadas provocam grandes prejuízos à economia, geram desemprego, desencadeiam prática de concorrência desleal e alimenta o crime organizado”, concluiu a dona da Choose Vintage.
Foto: reprodução/Instagram (crédito obrigatório) - Bolsa da grife Louis Vuitton: no brechó Choose Vintage os clientes tem a garantia de peças originais

imagem-logo
© Repórter Malu - 2015 - Todos os direitos reservados.
imagem-logo