domingo, 5 de março de 2017

Quais Políticas de Exploração da Nossa base de Rios

É notório o desconforto dos brasilienses quando o assunto é a crise de água. Há

uma década atrás ouvimos no rádio e na TV, o então governador Roriz, eu ainda era adolescente, falar da Corumbá IV, que seria uma promessa de água para os próximos 100 anos em Brasília. Após alguns governos: Arruda/Rosso, Agnelo e Rollemberg, a tensão toma conta das bacias hidrográficas do DF, que estão escassas e o brasiliense é quem paga a conta. Literalmente.

Me responda 3 perguntas: 01 - como andam os cuidados com as nascentes do DF? 02 - Quais políticas de exploração da nossa base de rios, córregos e etc? 03 - Há um projeto de plantio de árvores nas cidades? Se começarmos (nós e os gestores) a pensar no meio ambiente de forma macro. Rapidamente descobriremos que o problema não está apenas no desperdício, na exploração irregular e na redução das chuvas. Falta planejamento, gestão e políticas de aproveitamento ecológico/hídrico no cerrado brasiliense.

Entra governo, sai gestor, retorna governo e os córregos secando. Quer um exemplo prático e pouco notório? No mapa hidrográfico do Distrito Federal (imagem acima) observamos várias nascentes que são pouco/nada preservadas, exploradas e muito menos existem políticas de aproveitamento.

O novo aterro sanitário, construído e inaugurado em Samambaia/DF, é vizinho de várias nascentes, corrégo Gatumé (abandonado), Parque Ecológico Gatumé (abandonado, não implementado) e a Arie JK, uma grande Área de Proteção Ambiental / APA, que já coleciona lixos, abandono e falta de estrutura. Poderia ser um parque, poderia ter equipamentos públicos, poderia ter uma ONG (parceria público x privada) e ainda poderia contar com apoio das instituições e órgãos públicos do DF, que são responsáveis por gerir e cuidar do nosso meio ambiente.

Enquanto não houver uma gestão que arborize, preserve e pense Brasília para os próximos 50 anos, ficaremos a mercê de planos de governo, que a cada 4 anos são arquivados, para que outro chefe do executivo possa vir com sua magnífica ideia de gestão. Vão dizer que faltam recursos. Então, que abram as portas para universidades e escolas, atuarem com projetos socioambientais e educativos, para tais problemas. Como diriam os pensadores, quem tá na chuva é para ... E quem está no cerrado? Erradica água da própria sede.

Por Eldo Gomes - Jornalista Multimídia, Youtuber e Especializado em Novas Mídias, by EldoGomes.com.br

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