Politica: Bolsonaro descarta privatização do Banco do Brasil e Caixa

Em café da manhã com jornalistas, o presidente disse ainda que “segue feliz” no cargo mais alto do país
Durante café da manhã com jornalistas, na manhã desta quinta-feira (23/05/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) reafirmou a disposição de seu governo em prosseguir com a política de privatização de estatais.

“Eu tinha uma ideia mais estatizante no passado, mas andei mudando depois de estreitar minha convivência com o Paulo Guedes. Este é um processo [o das privatizações] que tem de ser feito aos poucos, porque a grita vai ser grande, mas a gente tem de fazer”, pregou.

Apesar da nova orientação econômica admitida pelo presidente, Bolsonaro excluiu algumas empresas estatais do cardápio daquelas que podem ser vendidas em sua administração. Entre elas, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Na primeira semana de maio, o governo anunciou a inclusão de 59 projetos no plano de concessões do governo federal. De acordo com o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), a estimativa é que o Executivo arrecade até R$ 1,6 trilhão com as concessões ao longo das próximas três décadas. Os projetos incluem aeroportos, rodovias, portos, ferrovias e linhas de transmissão de energia.

Balanço dos 5 meses 
Ao fazer um balanço dos quase cinco meses que está à frente da Presidência da República, Jair Bolsonaro disse que enfrenta pressões e repreensões por todos os lados. Ele garantiu, no entanto,que segue feliz no cargo.

“Se eu espirrar, tem gente para reclamar. Tudo o que eu faço, gera uma grande comoção. Mas eu não posso reclamar. Tive a chance de escolher meus 22 ministros, cinco dos quais são deputados federais. Faço todos os dias um parto sem respiração, tenho engolido sapos pela fosseta lacrimal, mas sigo feliz no cargo e confiante das reformas que vamos empreender”, disse Jair Bolsonaro ao responder pergunta se já havia, neste período inicial de governo, pensado em renunciar ao cargo de presidente.

Manifestações de domingo:

Quanto às expectativas sobre as manifestações do próximo domingo, consideradas um ato de apoio ao presidente, Jair Bolsonaro demonstrou positividade: “Olha, isso vai reunir muita gente, pelo o que eu estou vendo nas redes sociais, tem uma multidão que vai sair às ruas, coisa grande mesmo”.

Sobre o fato de que a pauta da manifestação incui, por exemplo, protestos contra instituições como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro afirmou que “esta turma”, especificamente, de manifestantes não o representa.

“Se alguém chegar lá com uma camiseta pregando o fechamento do STF, este cara não me representa, não tem nada a ver comigo”, afirmou ao grupo de jornalistas que parciparam na manhã desta quinta-feira (23/05/2019) do café da manhã com o presidente da República no Palácio do Planalto.

Café da manhã
Nesta quinta-feira foi realizado o quinto café da manhã do presidente com jornalistas convidados. Além do Metrópoles, foram convidados representantes de 16 meios de comunicação. Veja quem participou:

Metrópoles – Lilian Tahan
Globo – Andréia Sadi
Record – Celso Freitas
SBT – Ederson Granetto
Band – Rodrigo Orengo
EBC – Alexandre Graziani
Rede TV – Denise Rothenburg
Site Poder 360 – Paulo Silva Pinto
Rádio Nacional – Luciano Seixas
Rede CNT – Anderson Arcoverde da Silveira
Jornal do Comércio – Laurindo Ferreira
Site Crítica Nacional – Paulo Eneas
Site Estudos Nacionais – Tatiana Gouveia
Site Terça Livre – Allan dos Santos
Correio do Povo – Telmo Flor
Site Senso Incomum – Flávio Morg

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