Cultura: Espetáculo sobre a fome circula por cidades do DF

Projeto usa o tema “Fome” como referência e estimula a criação autoral de grupos do DF.  A Cia. VíÇeras é uma das companhias que fazem residência artística no Espaço Cultural Renato Russo.

 Projetos autorais e processos criativos fazem parte da rotina de companhias, grupos e coletivos artísticos de todo o Brasil. Com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, a Cia. VíÇeras tem desenvolvido pesquisa intensa para a realização de seu novo projeto. 

 A Cia. VíÇeras é um coletivo artístico iniciado em 2010, nascido nas entranhas do Espaço Cultural Renato Russo, e tem como proposta trabalhar diferentes linguagens artísticas, como a dança, o audiovisual, as artes plásticas, o teatro e a performance, sempre em função da produção autoral de acordo com as diferentes formações e linhas de pesquisa de cada integrante. A cia. tem como carro-chefe a investigação e criação teatral autoral e colaborativa, agindo como uma rede de apoio artística, em que os integrantes colaboram para a realização e potencialização dos projetos uns dos outros, constituindo uma identidade caleidoscópica, rica e plural. Agora, em 2019, lança seu mais novo espetáculo: BOCA SECA!

O motivo da realização do projeto, além da insatisfação social e política, é a ampliação de pesquisa iniciada em 2017, da qual surgiu uma cena curta de quinze minutos selecionada por curadoria especializada para o Festival 1⁄4 de Cena, com excelente recepção do público, da crítica e dos curadores.

 Durante a produção da obra, três estudantes de diferentes cursos universitários em artes (artes cênicas, artes visuais e música) passaram a trabalhar como assistentes técnicos da obra. Os estudantes contemplados tornaram-se colaboradores criativos e estão em diálogo com profissionais da área. Dessa forma, o projeto legitima o estímulo de inserção desses estudantes no mercado criativo local.

Para o diretor Roberto Dagô, “os projetos desenvolvidos com o Fundo de Apoio à Cultura tem sido elaborados cada vez com maior complexidade e criatividade em Brasília. 

É impressionante como esse investimento se desdobra em tantos benefícios para a cadeia produtiva e simbólica da cidade”. Dagô ainda convida o público a conhecerem melhor a intensa rotina de trabalho e a beleza dos projetos desenvolvidos pelos artistas da cidade. “Assim como o nosso, os projetos estão articulando facetas de formação de plateia, capacitação de profissionais, programas educativos de parceria com instituições de ensino médio e básico, inserção profissional de jovens artistas, pesquisa de linguagem e difusão da arte produzida na cidade pelo país e pelo mundo.” Para Dagô, a linguagem cênica produzida na Capital é cada vez mais reconhecida pela sua força vanguardista e sua identidade. “Meu intuito, desde que fundei a víÇeras com meus colegas, é de contribuir e aprofundar esse potencial de linguagem extraordinário das artes vivas do DF.”

Estas são questões que desafiam os realizadores do espetáculo “Boca Seca” e que reforçam a importância de estimular, manter e fruir o trabalho de coletivos, cias e grupos de pesquisa da área artística. Além da troca de conhecimento e experiência, o projeto ainda gera renda e sustentabilidade, movimentando a cadeia produtiva das artes no DF.

 BOCA SECA
Este projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

Confira a agenda de apresentação do espetáculo:

 Local: Espaço Cultural Renato Russo – Teatro Galpão
508 Sul
Dias 14, 15 e 16 de junho
Horário: Sexta e sábado às 20h e domingo, às 19h

Ingresso: R$10 (meia)

 Local: Teatro SESC Garagem – 913 Sul
Dias 21, 22 e 23 de junho com roda de conversa ao final.
Hora: 20hs
Ingresso: R$5 (meia)

 Local: Teatro SESC Paulo Autran – CNB 12
Dias 25 e 26 de junho
Hora: 15h
Público Alvo: Aberto a estudantes do CEMEIT - Taguatinga
Entrada Gratuita
Dia 27 de junho
Hora: 20h Público Alvo: Aberto ao público em geral, com roda de conversa ao final.

Com distribuição de ingressos 1 hora antes, no local.

Classificação indicativa: 16 anos

 FICHA TÉCNICA
Realização: Cia VíÇeras
Diretor: Roberto Dagô
Intérprete-criadora: Déborah Alessandra
Assistente de Direção: Cristhian Cantarino
Colaboradoras Artísticas (Teatro e Dança): Alice Stefânia e Katiane Negrão

Assistentes Técnicos: 
ARTES CÊNICAS Caê Villaça
ARTES VISUAIS: Pralads Dasa
MÚSICA: Henrique Ourofino

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