Universidade de São Paulo abre núcleo de pesquisa científica em Brasília em parceira com Faculdade UPIS

Ampliando suas ações de pesquisa, a Universidade de São Paulo (USP) através de sua Escola Politécnica, assina Convênio com a Faculdade UPIS de Brasília na próxima terça-feira, dia 11/12, às 9hs, para promover intercâmbio e cooperação visando a realização de pesquisa, ensino, extensão, troca de informações, atividades culturais, consultoria, desenvolvimento e prestação de serviços integrados em diversas áreas do conhecimento.

Aproveitando a estrutura disponibilizada pela UPIS, que possui hoje um dos maiores campus agrícolas e de medicina animal do País, a USP, por meio de sua escola Politécnica e de seu corpo docente, estará promovendo estudos científicos e mantendo estrutura capaz de atender Governos, Empresas e Profissionais em demandas que levem a estudos técnicos voltados para o aprofundamento de alternativas e soluções tecnológicas inovadoras, além de disponibilizar espaços para realização de estudos, cursos, coworkings e apoio de startups.

 Serviço:
UPIS- UNIÃO PIONEIRA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL  
Endereço: SEPS Q 712/912 Conj. A - Asa Sul, Brasília - DF.
Telefone: (61) 3445-6767

Brasília-DF
Assessoria de Imprensa - Casa da Redação
Tels: (61) 3326-1014 / 99972-9605 e 99976-4077

Agenda pública do governador

Rodrigo Rollemberg para terça-feira (11/12/2018)
  
8h30: Solenidade de passagem do comando da chefia da Casa Militar do DF
Local: Salão Nobre, Palácio do Buriti
(Aberto para imprensa)

10h: Posse dos ministros José Múcio Monteiro Filho e Ana Lucia Arraes Alencar
Local: Edifício sede do TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza
(Aberto para imprensa credenciada)

17h: Formatura do Curso de Aperfeiçoamento de Praças da PMDF
Local: Auditório Master, Centro de Convenções Ulysses Guimarães
(Aberto para imprensa)


As atualizações da agenda do governador serão feitas ao longo do dia no site da Agência Brasília. Acompanhe em http://www.agenciabrasilia.df.gov.br/agenda-do-governador


Damares Alves, comandará o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Uma estrutura nova será criada em 1º de janeiro e abrigará também a Fund.Nacional do Índio (Funai).

A advogada, pastora evangélica e ativista pró-vida, foi a escolhida por Jair Bolsonaro e será responsável por conduzir no seu governo, questões importantes e polêmicas de família, mulher, minorias, direitos humanos, feminismo, defesa da vida e da infância.

O futuro chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni anunciou nesta quinta-feira (6) o nome de Damares Alves como titular do Ministério dos Direitos Humanos, Família e Direitos da Mulher. Nos últimos dias, a nomeação foi alvo de intensos debates, tanto por aliados quando por críticos do governo de Jair Bolsonaro.

Uma estrutura nova será criada em 1º de janeiro e abrigará também a Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão responsável pelas políticas públicas voltadas para as populações indígenas no país.

A FUNAI, que atualmente está estruturada no ministério da Justiça, passará para o seu ministério. A futura ministra tem conhecimento das questões indígenas, quando assessorou a CPI da FUNAI e já no primeiro momento, quando foi questionada em entrevista sobre os índios diz “ Índio não é problema. Funai não é problema nesse governo. O presidente só estava esperando o melhor lugar para colocar a FUNAI e nós entendemos que é no Ministério dos Direitos Humanos. índio é gente e precisa ser visto como um todo. Índio não é só terra. Índio é gente”.

A futura ministra terá a missão delicada e ao mesmo tempo estratégica de formular pautas para os grupos mais vulneráveis da sociedade, ao mesmo tempo em que terá de responder à base conservadora que ajudou a levar Bolsonaro ao poder.

Atuação evangélica

A ligação de Damares com aliados do presidente eleito, no entanto, é anterior ao vínculo com o senador pelo Espírito Santo. Antes, ela trabalhou para o deputado federal Arolde de Oliveira (PSD), senador eleito pelo Rio de Janeiro cujo sucesso nas urnas em outubro se deveu, em grande parte, ao suporte do clã Bolsonaro.

Ela foi chefe de gabinete de outro expoente da bancada neopentecostal na Câmara, o deputado federal João Campos (PRB).

A futura ministra é desde 2015 assessora parlamentar do senador Magno Malta (PR), uma das principais figuras da bancada evangélica, que afirma que não a indicou para o cargo, mas faz questão de engrandecer sua competência. “A Dra. Damares, indicada pelo presidente Bolsonaro é capaz. Ela é minha assessora há muitos anos, está comigo no meu gabinete. As minhas lutas de vida, de defesa dos valores, contra as drogas, em defesa das crianças, ela tem participado disso ativamente”, destacou.

Questão Indígena
A futura ministra afirmou ter iniciado seu trabalho no tema em 1999, quando trabalhou numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a Funai.
"Assessorando a CPI da Funai, descubro que alguns povos no Brasil, por uma questão cultural, ainda matam crianças porque não sabem o que fazer com elas quando nascem com alguma deficiência física ou mental", disse Damares nesta quinta-feira. "Quando descobrimos que isso acontecia, que filhos de mães solteiras não podem sobreviver, comecei um diálogo que acabou se prolongando de tal forma que estou há 16 anos cuidando de crianças indígenas no Brasil sempre com diálogo e respeito", acrescentou.

Quem é Damares ?

 Origem

Nascida em 1964, Damares Alves é uma mulher tipicamente nordestina. Filha de um pastor e uma dona de casa, de nome Guilhermina, a futura ministra cresceu morando em diversas cidades do Nordeste.

Abuso

Aos 6 anos de idade foi abusada sexualmente. O resultado dos abusos impossibilitaram que ela gerasse uma criança no útero. Vencendo as dificuldades, estudou e se formou como educadora e advogada, vindo a trabalhar como assessora parlamentar por muitos anos.

Crianças de rua

No final da década de 80, em Sergipe, Damares fundou o comitê estadual do Movimento Nacional Meninas e Meninos, cuja principal função era a proteção de crianças moradoras de rua. Nesse período, por diversas vezes, transformou seu próprio apartamento em lar temporário para essas crianças. Outras vezes, para entender o problema na pele, dormiu nas ruas de Aracaju ao lado delas.

Pescadoras

Também no final da década de 80 atuou na defesa dos direitos da mulheres pescadoras e trabalhadoras do campo. Existe ainda hoje, no povoado Siririzinho, na cidade de Siriri, em Sergipe, um centro social que recebeu, em 1987, o seu nome: Damares Alves.

Adotou uma índia

Damares não tem filhos biológicos mas adotou uma indiazinha que foi salva da prática de infanticídio, comum em algumas tribos do Norte quando há o nascimento de bebês gêmeos ou com qualquer tipo de deficiência. A experiência a motivou a criar o Movimento Atini que busca no Congresso Nacional meios de proteger crianças indígenas que correm o risco de ser sacrificadas.

Contra o aborto

Foi uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Aborto, a entidade organizada mais influente na defesa dos nascituros no Brasil.

Contra a pedofilia

É palestrante reconhecida nacionalmente pelo combate à pedofilia.

Contra as drogas

É coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas.

Advoga de graça

Advoga voluntariamente, há 30 anos, para mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica.

Flores de Aço

É coordenadora do Instituto Flores de Aço, com sede em Brasília, que milita em defesa dos direitos da mulher.

Mais de 300 apoios

Somadas todas as notas, a mera notícia de que seu nome era cotado para o cargo resultou em mais de 300 apoios formais de entidades sociais, profissionais de destaque e políticos. reconhecimento é tanto, que o presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, dizia não haver oposição ao nome de Damares dentro do seu movimento.

Nossa impressão

Parte da imprensa tenta reduzir Damares à condição de “assessora de Magno Malta”, e “pastora”, pinçando frases dela para pintar um retrato que não condiz com seu histórico de décadas de lutas dentro do Congresso Nacional. Alguns parlamentares chegaram a dizer que Bolsonaro não deveria escolhê-la, preterindo alguém com mandato eletivo.

O que podemos afirmar é que a Dra. Damares é uma guerreira. Uma mulher que lutou por seus direitos, que com muita dificuldade superou os traumas, cursou Pedagogia e Direito e fez da sua vida um motivo de lutas pela vida de outras crianças e famílias.

Essa oportunidade de ser Ministra dará a chance de calar a boca de muita gente da imprensa e tenho certeza que fará um excelente trabalho e terá o seu lugar garantido de destaque na equipe do presidente Bolsonaro.

No ano de 2011, tivemos a oportunidade de conhecer a Dra. Damares, quando assessorava a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e o Deputado Roberto de Lucena, que a presidia.

Naquela ocasião ocorreu um fato que chocou o Brasil todo, que foi a Chacina de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Um jovem de 23 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, armado com dois revólveres, matando 12 alunos, com idade de 13 a 16 anos e cometendo suicídio.

À época, pude assistir o trabalho desenvolvido, a competência e liderança nas ações de assistência às famílias dos jovens e o empenho pessoal da Dra. Damares Alves, atestando sua capacidade, aptidão e maneira peculiar de dedicação ao trabalho.



Politica: Presidente eleito Jair Bolsonaro será diplomado hoje (10)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diplomará, a partir das 16h desta segunda-feira (10), Jair Bolsonaro como presidente da República para cumprir mandato de 2019 a 2022. 
A cerimônia de diplomação do presidente eleito em 28 de outubro e de seu vice, Hamilton Mourão, será realizada em sessão solene no plenário da Corte. Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

Caberá à presidente do TSE abrir a sessão solene e designar dois ministros do Tribunal para conduzirem Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão ao Plenário da Corte. Os eleitos se sentarão à esquerda da presidente do TSE na mesa oficial da solenidade, que será composta por autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo. As informações são do TSE.

Após a execução do Hino Nacional pela Banda dos Fuzileiros Navais, no início da solenidade, a presidente do TSE entregará os diplomas ao presidente eleito e ao seu vice. Em seguida, o presidente diplomado proferirá seu discurso. A presidente do TSE também discursará e, por fim, encerrará a sessão solene.Cerca de 700 pessoas foram convidadas a assistir à solenidade de diplomação. Elas se dividirão entre o Plenário, local onde ocorrerá o ato solene, e os auditórios I e III da Corte, que disporão de telões com transmissão ao vivo da cerimônia. A diplomação também será transmitida em tempo real pela TV Justiça e no Portal do TSE na internet.

Cerimônia de diplomação

A cerimônia de diplomação é uma etapa indispensável para que os candidatos eleitos possam tomar posse nos cargos que disputaram nas urnas. Ela confirma que o político escolhido pelos eleitores cumpriu todas as formalidades previstas na legislação eleitoral e está apto a exercer o mandato. Nas eleições presidenciais, cabe ao TSE realizar a diplomação dos eleitos, em cerimônia que acontece no Plenário da Corte.

O ritual é realizado desde 1951, quando Getúlio Vargas retornou à Presidência da República por meio do voto popular. Suspensa durante o regime militar (1964 a 1985), a solenidade voltou a ser realizada após a redemocratização do país, em 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello.

Para receber o diploma, os candidatos eleitos precisam estar com o registro de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas. De acordo com o Calendário Eleitoral deste ano, as solenidades de diplomação devem ocorrer até o dia 19 de dezembro.

Violência: Mãe de 6 filhos é morta a facadas pelo companheiro no Distrito Federal

Briga teria ocorrido por causa de um celular e suspeito está foragido.

Mãe de seis filhos, Mônica Benvindo da Costa, de 26 anos, foi morta a facadas pelo companheiro, identificado como Wdson Luiz Santos de Souza, de 23 anos, dentro do apartamento onde o casal morava, em Ceilândia Norte (DF).
De acordo com a polícia, o crime ocorreu após uma briga por causa de um celular. O suspeito está foragido.De acordo com testemunhas, após atacar a vítima, Wdson fugiu do local, mas voltou em seguida, quando ela já estava sendo socorrida por familiares. Neste momento, de acordo com relatos, ele teria desferido mais três facadas na companheira.

O caso foi registrado como feminicídio pela 15ª Delegacia de Polícia. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a faca, objeto do crime, foi apreendida. O delegado André Luís da Costa Leite, destaca que quem tiver informações sobre o suspeito deve ligar para o 197. Será mantido o anonimato.

Internacional:Empresas chinesas já investiram US$ 55 bilhões no Brasil em 10 anos

Apenas em 2017, foram confirmados 27 projetos de companhias chinesas no país.O investimento de empresas chinesas no Brasil somou US$ 55 bilhões nos últimos dez anos, de acordo com levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). 
O estudo considera investimento de empresas entre 2007 e 2017 em cerca de 115 empreendimentos confirmados, já realizados ou que estão em andamento.
Apenas em 2017, foram confirmados 27 projetos de empresas chinesas no Brasil. O total dos investimentos chega a US$ 8,8 bilhões. O montante superou os US$ 8,4 bilhões do ano anterior e atingiu o maior nível desde 2010. Em 2016, eram apenas 12 projetos confirmados de empresas chinesas no País.

Para o Cônsul comercial da China em São Paulo, He Jun, o crescimento dos investimentos chineses foi consequência de uma combinação de crescente interesse de empresários da China em diversificar negócios, do relacionamento bilateral e da maior demanda brasileira por privatização de estatais.

Em evento de lançamento do estudo em São Paulo, He Jun minimizou o impacto da eleição de Jair Bolsonaro nas relações com a China. Sem citar diretamente o presidente eleito, ele afirmou que "durante as eleições, houve vozes não amistosas em relação aos investimentos chineses". Para o Cônsul, no entanto, a animosidade "não é realidade". "Os investimentos chineses são bons para o desenvolvimento econômico do Brasil", concluiu.

O maior volume de investimentos chineses no Brasil em 2017 foi para o setor elétrico. Mais de US$ 6 bilhões foram investidos em projetos no setor. O estudo lembra que 2017 marcou um aprofundamento de novos investimentos chineses em energia, agronegócio e adição de projetos no setor logístico.

Em energia, empresas como Shanghai Eletric e Spic Pacific Energy passaram a operar projetos hidrelétricos no Brasil. Empresas que já haviam entrado no País em anos anteriores, como a China Three Borges e a State Grid, declararam ter feito novas injeções de recursos para modernização de seus ativos.

Investimentos confirmados

Após três anos consecutivos de crescimento, os investimentos chineses no Brasil recuaram em 2018, segundo dados preliminares do CEBC. No período de janeiro a outubro, apenas 28% dos investimentos anunciados por empresas chinesas foi confirmado, o que o CEBC considera uma consequência do cenário de instabilidade política no Brasil este ano.

"Foi um ano se instabilidade que deixou o investidor estrangeiro, não apenas o chinês, mais apreensivo", comentou o pesquisador do CEBC, Tulio Cariello.De janeiro a outubro, foram confirmados US$ 1,5 bilhão de investimentos chineses no País, realizados em 14 projetos. Considerando anúncios não confirmados no ano, havia expectativa de US$ 5,4 bilhões de investimentos. Em 2017, foram confirmados US$ 8,8 bilhões.

Apesar do impacto da instabilidade no período eleitoral no Brasil, Cariello considerou que não espera recuo na relação bilateral com a China no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Questionado sobre a visão expressa por membros no novo governo, de que a China "está comprando o Brasil", Cariello considerou que os dados apontam para a existência de investimentos do tipo greenfield por parte de empresas chinesas, ou seja, aportes em construção de fábricas e modernização que não necessariamente ocorrem por aquisições.

"De forma geral, acredito que não haveria prejuízo (nas relações Brasil-China) devido à maturidade que os países atingiram", comentou o pesquisador. "A relação bilateral atingiu um nível tão alto que dificilmente algum governo conseguiria minar isso", avaliou. Com informações da Estadão Conteúdo. 

POLITICA: Há um certo estardalhaço' sobre ex-assessor de Flávio Bolsonaro

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida na madrugada desta segunda-feira, 10.

O ministro da Transição e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse que "há muito estardalhaço" sobre caso do ex-assessor do deputado estadual do Rio, senador eleito e filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro (PSL). A declaração foi dada durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida na madrugada desta segunda-feira, 10.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação financeira atípica do ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz, de R$ 1,2 milhão, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Além disso, há um repasse de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação financeira atípica do ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz, de R$ 1,2 milhão, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Além disso, há um repasse de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Mulher: Theresa May desiste de votação do 'Brexit', diz imprensa local

Votação seria nesta terça e será remarcada; movimento é visto como admissão de que acordo seria derrotado.

Em dura derrota para a primeira-ministra Theresa May, o governo do Reino Unido adiou a votação, pelo Parlamento britânico, do acordo de separação do país da União Europeia (UE), segundo informações da imprensa local.
O Legislativo se pronunciaria na terça-feira (11) sobre os termos do documento acordado entre May e líderes europeus em novembro. A chefe de governo avaliou que não conseguiria conter, a tempo da sessão, o motim de parte significativa de seus correligionários do Partido Conservador.Eles acham que o texto faz concessões demais ao bloco europeu e atenta contra a soberania britânica.

Opõem-se sobretudo ao item que prevê o estabelecimento de uma união aduaneira temporária entre o Reino Unido e a UE para evitar a volta de uma "fronteira dura" entre as Irlandas, caso a futura relação entre as partes não tenha sido desenhada até o fim do período de transição pós-"brexit" (dezembro de 2020, com possibilidade de extensão).
O desligamento britânico do grupo continental está agendado para 29 de março de 2019. Na manhã desta segunda (10), entretanto, o Tribunal Europeu de Justiça divulgou decisão segundo a qual o Reino Unido pode optar unilateralmente, até a data acima, por revogar o "divórcio", permanecendo na UE.Não se sabe ainda para quando será remarcada a votação no Parlamento. May falará aos parlamentares nesta tarde.

Durante o fim de semana, a primeira-ministra conversou com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e com chefes de governo da Alemanha (Angela Merkel) e da Holanda (Mark Rutte), entre outros -segundo jornais ingleses, em busca de emendas ao acordo de separação fechado algumas semanas atrás.

Na segunda, a União Europeia foi categórica em descartar essa possibilidade. "Temos um acordo na mesa. Não vamos renegociar", afirmou Juncker.A própria May vinha martelando para plateias britânicas nas últimas semanas que se tratava do "melhor e único" acerto possível com o bloco.

Também na segunda, Michael Gove, um dos principais ministros do gabinete conservador, rechaçara a hipótese do adiamento da votação no Parlamento, mas contradissera Juncker -ou, ao menos, o desafiara. "É claro que podemos melhorar esse acordo. É o que a primeira-ministra está tentando fazer."A notícia do adiamento derrubou a cotação da libra esterlina, que atingiu seu valor mais baixo face ao dólar em 18 meses. 
Fonte:da Folhapress.

POLITICA: Bolsonaro inicia 2ª fase de transição

A diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) e de seu vice, general Hamilton Mourão (PRTB), nesta segunda (10), marca o início da segunda temporada da transição: a montagem das equipes de segundo e terceiro escalões, o que pode interferir na composição de sua base no Congresso.
"Este trabalho inicia nesta semana", informou o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). A primeira etapa, de formação de ministério, foi concluída neste domingo (9) com a escolha de Ricardo Salles (Novo) para o Meio Ambiente -a 22ª pasta.

Com deputados e senadores em Brasília para a cerimônia, às 16h no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já começam as conversas com os partidos. Bolsonaro deve receber ao longo desta semana representantes de PSD, DEM, PP, PSB, além do próprio PSL.

Parlamentares que estiveram com Bolsonaro nos últimos dias ouviram que ele não quer a velha política do toma-lá-dá-cá -indicação de cargos em troca de apoio político.

No entanto, o presidente eleito também sinalizou que não contará nas votações somente com o apoio das frentes parlamentares que, até o momento, definiram alguns nomes do primeiro escalão.

Congressistas que apoiaram Bolsonaro na campanha e que viram a Esplanada dos Ministérios ser preenchida sem que pudessem indicar aliados esperam uma sinalização do futuro governo sobre a abertura que terão para sugerir nomes às demais estruturas federais.

No Congresso, a avaliação é que essa estratégia de priorizar bancadas temáticas como as do agronegócio, da segurança e evangélica pode dar certo na votação da pauta sobre costumes, como a redução da maioridade penal. No entanto, parlamentares preveem entrave na votação das reformas tributária e da Previdência.Um dos deputados que esteve na sede da transição na semana passada disse reservadamente que os aliados não podem "salvar o Brasil e pular na fogueira".

Para esses aliados, aprovar matérias com base na pressão da sociedade é sustentável só enquanto durar a lua de mel do governo com a população -o que dependerá do ambiente econômico do país.O líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA), afirmou que seu partido dará apoio ao governo, mas não garante adesão às propostas, o que será analisado caso a caso.

Outra questão é a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Por mais que os interlocutores de Bolsonaro digam que o Palácio do Planalto não vai interferir na disputa, a definição de quem o futuro governo apoiará tem reflexo, por exemplo, no espaço que o PSL terá nas duas Casas.Líderes estão negociando a formação de um bloco para lotear o comando da nova legislatura na Câmara, excluindo desses postos o PSL.

No Senado, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, é contrário à candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL), considerado o mais forte por seus pares até agora. Com informações da Folhapress.

Mais Médicos: vagas não são preenchidas e governo convoca novo edital

Pelo menos 107 lugares na região Norte não têm interessados; a quatro dias do prazo final, metade dos profissionais inscritos ainda não se apresentou.Desde a saída dos 8.517 médicos cubanos do programa Mais Médicos, por decisão do governo daquele país, após o presidente eleito Jair Bolsonaro qualificar os profissionais como "escravos" de uma "ditadura", regiões mais remotas do Brasil estão em situação crítica.

Apesar de o governo Michel Temer ter lançado edital para preencher as vagas deixadas pelos cubanos, e de ter recebido 36.222 inscrições de médicos brasileiros, apenas 4.322 haviam se apresentado para o trabalho, até a última sexta-feira (7). O prazo final é o próximo dia 14.

No entanto, em algumas áreas, mais afastadas dos grandes centros urbanos, a situação é mais grave. Na região Norte, 106 vagas não foram ocupadas, informou o Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (10). Os lugares remanescentes estão distribuídos entre oito distritos indígenas e 19 municípios.

Segundo o levantamento final, não houve interessados em um distrito indígena (Dsei) — Médio Purus, no Amazonas — e em outros dois municípios: Terra Santa, no Pará, e Castanheiras, em Rondônia.

Por isso, a pasta publicou, também hoje, novo edital para a segunda etapa de seleção. Desta vez, poderão se inscrever, a partir desta terça (11), médicos com CRM no Brasil ou formados no exterior, mesmo sem revalidar o diploma.
Para efetuar a inscrição, serão exigidos 17 documentos, entre eles o reconhecimento da instituição de ensino pela representação do país onde os profissionais obtiveram a formação. 

"Não existem médicos; nem brasileiros, nem cubanos. Não há nenhum tipo de atendimento médico", declarou Jnna Andrade, voluntário do Conselho Indigenista Missionário, em conversa com a Agência Efe.

No leste do Estado, conta ele, a população tem de se deslocar até 80 km para ter acesso à saúde básica, e até 400 km quando se trata de atendimento de urgência. "Os moradores recebem cuidados paliativos provisórios e às vezes correm risco de vida porque seguem doentes ou podem morrer", lamentou o missionário.

Em Alagoas, na região Nordeste, a situação não é diferente. Todas as 128 vagas lançadas no concurso do Ministério da Saúde foram preenchidas mas, até agora, apenas 28 médicos haviam se apresentado, até a semana passada.

O portal G1, o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas, Januário Neto, classifica a situação da região como "emergencial". "Ninguém quer vir aqui", destacou Neto, em referência à centena de vagas que nenhum médico quis ocupar.

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