Com síndrome de Down, Lucio Piantino luta para tornar o seu sonho realidade.
Interessados em ajudar são mais que bem-vindos

Ter o trabalho artístico reconhecido no Brasil é para poucos. E quando o artista em questão é deficiente, a saga pode ser ainda mais difícil. Quase impossível. Quer dizer, não para quem acredita no potencial que tem e nunca desiste dos sonhos, como é o caso do brasiliense Lucio Piantino, de 19 anos, filho de artistas que começou a sua carreira aos 13, quando fez a sua primeira exposição individual.

O artista que tem síndrome de Down planeja participar, de 1º a 4 de dezembro, na Galleria Nazionalle Dell’ Úmbria, na Itália, do evento “Polimaterico’’, que trata de acessibilidade de pessoas com deficiência à arte contemporânea.
Piantino foi convidado especial para o evento, expondo dez telas (de 150 X 200) de sua autoria pintadas no Brasil, e ministrando um workshop para 20 italianos também com deficiência. Lá, pretende, ainda, pintar quadros que ficarão para o acervo da galeria, com expectativa de serem expostos em outras cidades da Itália; e terá o seu trabalho divulgado num catálogo, além de apresentar o documentário “De arteiro à artista: a saga de um menino com Síndrome de Down”.
Tudo seria perfeito se não fosse um problema: o jovem brasiliense não dispõe de recursos para fazer a viagem, orçada em R$ 10 mil.

Com uma grande trajetória artística invejável para um adolescente de 19 anos, o menino tem sensibilizado a família para juntar recursos para a realização do seu sonho.
De acordo com sua mãe, Lurdinha Piantino, que também vive da arte, várias iniciativas já foram tomadas: pediram ajuda do governo (que foi negada); acionaram o Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), que está analisando o pedido; mobilizaram os amigos e parentes, mas, ainda assim, estão distantes do recurso necessário. “E quanto mais tempo, piora, pois o valor da passagem tende a aumentar”, conta a mãe, angustiada por se sentir impotente.

Sobre o artista - Lucio Piantino é um artista plástico com síndrome de Down. Em 2001, teve alguns de seus trabalhos publicados no livro “Cadê a síndrome de Down que estava aqui? O gato comeu’’, de autoria de Elizabeth Tunes e L Danezy Piantino.
Em 2008, fez sua primeira exposição individual “Matando Aula 1” e “Matando Aula - O retorno’’. O título das exposições é uma provocação ao sistema educacional preconceituoso que o discriminou a ponto de ter que passar o ano de 2008 fora da escola.
Em 2009, expôs alguns trabalhos no espaço de colecionador na “Morar mais por menos’’; e participou da exposição de pinturas e de fotografias “Olhares’’, na Biblioteca Nacional e no Museu Nacional de Brasília.

“Estamos diante de um pintor que raciocina e realiza o seu projeto de pintura, sempre com visíveis progressos’’, elogia Wagner Barja, diretor do Museu Nacional de Brasília.
Recebeu o registro de artista plástico profissional expedido pela Secretaria de Cultura do DF, em 2010, tendo participado da exposição em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, no hall de entrada do Plenário da Câmara Legislativa do DF. Fez, ainda, a exposição “O menino que virou arte”, no Espaço Cultural do STJ, em Brasília, selecionada por edital, além de ter tido uma tela exposta na Casa Cor Brasília 2008.

Como se não bastasse, teve o seu projeto “De arteiro à artista: a saga de um menino com Síndrome de Down” aprovado pelo FAC, em 2012, que consiste numa exposição e num documentário onde apresenta as suas obras e conta toda a sua trajetória artística.
Em 2013, fez o lançamento do documentário “De arteiro à artista’’ no Museu Nacional, e participou de uma exposição, lançando-se também, definitivamente, como ator, com a peça “O improvável amor de Luh Malagueta e Mc Limonada”, que estreou em setembro deste ano, no III Salão da Acessibilidade do DF.
Como ajudar? - Para ajudar Lucio Piantino é fácil: basta doar, qualquer quantia, para a conta no Banco do Brasil Ag. 3603-x C/C 45585-7. Ou viabilizar algum dos custos da viagem.

Informações: (61) 9297-5885.
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