Adultos não acham bebês recém-nascidos fofos - e pode ser por causa de um motivo cruel

Apesar do que as mãe possam dizer, bebês recém nascidos são realmente

menos fofos do que bebês um pouco mais velhos – e isso pode ter uma explicação evolutiva bastante cruel. Pelo menos é o que diz uma pesquisa feita pela Universidade de Brock, no Canadá
Segundo o estudo, os adultos acham os rostos dos bebês mais bonitos ao redor dos seis meses de idade. Por isso, pais que não achem seus filhos recém-nascidos muito bonitos, não há motivos para desespero. “Queremos dizer aos pais que se eles não criarem laços instantaneamente com este bebê tanto quanto eles pensaram que criariam, isso é normal. O vínculo irá se construir e crescer ao longo do tempo”, diz Tony Volk, professor de Estudos de Crianças e Jovens da universidade.

Bebês recém-nascidos veem o mundo assim
O estudo foi tão simples quanto um estudo que analisa a beleza de bebês pode ser: Volk, a estudante de pós-graduação Prarthana Franklin e a estudante de graduação Irisa Wong mostraram 142 fotos de 18 bebês aos participantes de pesquisa. Algumas fotos foram tiradas pouco depois do nascimento, 

com três meses de idade e então com seis meses de idade.
Os pesquisadores perguntaram aos participantes o quão dispostos eles estariam a adotar os bebês com base em suas percepções sobre coisas como a fofura e a felicidade das crianças.

Os pesquisadores dizem que os adultos classificaram os recém-nascidos como os menos atraentes e os bebês de seis meses de idade apresentaram classificações mais altas em todas as pistas faciais

Pela primeira vez na história, pesquisadores conseguiram reconstruir como as miniaturas de seres humanos veem o mundo. O resultado foi que bebês recém-nascidos podem ver as expressões de seus pais a uma distância de 30 cm.

Como bebês veem o mundo?
Ao combinar tecnologia, matemática e conhecimentos prévios da percepção visual das crianças, os pesquisadores finalmente conseguiram nos mostrar quanto um bebê recém-nascido pode realmente ver e perceber seu ambiente.

Veja o que um professor fez quando sua estudante levou um bebê para a aula
Os resultados nos dizem que uma criança de 2 a 3 dias de idade pode perceber rostos e talvez também expressões faciais emocionais, a uma distância de 30 centímetros – o que corresponde à distância entre uma mãe e o bebê no colo. Se a distância é aumentada para 60 centímetros, a imagem visual da criança fica turva para ela perceber rostos e expressões.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Oslo, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Uppsala e Eclipse Optics em Estocolmo, na Suécia.

O estudo conecta uma lacuna no nosso conhecimento sobre mundo visual dos bebês, que foi deixada em aberto por várias décadas. Ele também pode ajudar a explicar alegações de que os recém-nascidos podem imitar expressões faciais em adultos durante os primeiros dias e semanas de suas vidas, muito antes de sua visão estar suficientemente desenvolvida para perceber detalhes em seus ambientes.

A palavra-chave é “movimento”
De acordo com o professor Svein Magnussen, do Instituto de Psicologia da Suécia, antes deste novo estudo, quando os pesquisadores tentavam estimar exatamente o que um bebê recém-nascido via, eles invariavelmente usavam imagens paradas. Mas o mundo real é dinâmico.Então, o pulo do gato foi começar a usar imagens em movimento.

O movimento é mais fácil de ver
É mais fácil de reconhecer algo que se move do que uma foto ainda embaçada – e isso você mesmo pode comprovar com suas próprias experiências. Os pesquisadores, então, fizeram gravações em vídeo das faces mudando entre várias expressões emocionais, e posteriormente filtraram as informações que sabemos que não estão disponíveis para recém-nascidos. Em seguida, permitiram que participantes adultos vissem os vídeos.

 A ideia era que, se os adultos não fossem capazes de identificar uma expressão facial, então certamente um recém-nascido também seria incapaz de fazê-lo.Os participantes adultos identificaram corretamente as expressões faciais em três de cada quatro casos quando visualizaram o vídeo a uma distância de 30 centímetros. Quando a distância foi aumentada para 120 centímetros, a taxa de identificação dos participantes era aleatória.
Isto significa que a capacidade de identificar as expressões faciais com base na informação visual disponível para um recém-nascido atinge o seu limite a uma distância de cerca de 30 centímetros. [sciencedaily]


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