Autor de Deus Salve o Rei fala sobre novela e revela como surgiu a ideia de Catarina ser filha de Brice

Após mais de 170 capítulos e 250 dias de gravação nos Estúdios Globo, Deus Salve o Rei está chegando ao fim e o autor Daniel Adjafre contou detalhes da produção da novela, além de adiantar partes dos desfechos da trama.

Adjafre, que assinou sua primeira novela como autor titular, contou o motivo de não especificar local e ano que em que se passa a história protagonizada por Romulo Estrela (Afonso) e Marina Ruy Barbosa (Amália), e ainda revelou como surgiu a ideia de Brice (Bia Arantes) ser mãe de Catarina (Bruna Marquezine).

Confira a seguir entrevista com Daniel Adjafre.

O que pode adiantar sobre o final de Afonso e Amália?

Muita gente apostava que, no final, descobririam que Amália era uma nobre, filha de rei e, por isso, poderia se casar com Afonso. Mas os dois personagens têm uma trajetória de conquistas. Afonso e Amália lutaram o tempo todo pelo direito de ficarem juntos. Não seria justo um golpe de sorte se sobrepor à luta deles.

Catarina será punida por seus crimes? O que pode adiantar sobre os desfechos dela?
Catarina cometeu diversos crimes, e a lógica naquela sociedade, como em qualquer outra, é que criminosos paguem por seus atos.

Como surgiu a ideia de Brice ser mãe de Catarina?

Foi uma ideia que surgiu da equipe, ao longo das reuniões de planejamento. Catarina sempre desdenhava de Amália por ela ser uma plebeia. Então tudo começou a fazer sentido.
O que pode adiantar sobre o final de Brice?

Romulo- Etrela Daniel Adjafre_Marina Ruy Barbosa
Ela tentará ajudar a filha até o último instante. É bom deixar claro que Brice é uma personagem amoral. Ela mesma já disse que o certo e o errado são relativos.
Como Selena vai reagir ao descobrir que é uma rainha?

Selena nunca teve esse tipo de ambição ou sonho: virar princesa. O que ela queria, já conseguiu, que foi entrar para a academia militar e provar a todos que podia ser uma guerreira.
Como foi esta experiência medieval?

Desde o início eu imaginei um local fictício e um ano não determinado justamente para não ficar refém do rigor histórico. O mais importante era fazer com que as pessoas se identificassem com as tramas e personagens, traçar paralelos consistentes com a época atual. E acho que funcionou. Ulisses e Selena, por exemplo, jamais se comportariam daquela forma há 600 ou 700 anos. Mas a relação deles foi construída de modo a ficar atual.




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