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Violência: Mulher trans espancada no RJ diz que agressores se revezaram para bater

Roteirista prestou queixa nesta terça-feira (26) na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, na Lapa.

Uma mulher trans usou as redes sociais para denunciar uma tentativa de homicídio que sofreu quando um grupo de homens a agrediu em Niterói (RJ) no último domingo (24). Acompanhada de testemunhas e de uma advogada, Lua Guerreiro, de 24 anos, criou coragem nesta terça-feira (26) e foi à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, na Lapa, para registrar a ocorrência.
"Para ser sincera, não sei quanto tempo fiquei apanhando, não sei quantos homens eram. Eles se revezavam para me bater. Eu levantava, eles me davam rasteira por trás, e eu caía de novo. Fiquei desorientada, não tenho noção de como tudo aconteceu. Tinha sangue da cabeça aos pés", afirmou.

Ao jornal 'Extra', a vítima diz que tentou prestar queixa na 76ª Delegacia da Polícia Civil de Niterói, mas se sentiu desrespeitada por policiais, que recusaram-se a chamar Lua pelo nome que escolheu, usando o que consta em seu documento de identidade.

"O tratamento já vinha sendo desagradável, meus agressores estavam lá sorrindo, à vontade. Mas tudo piorou quando o policial pegou meu RG e viu que meu nome no documento era outro. Aí ele ficou transtornado. Eu expliquei que era meu direito usar o nome social e que os documentos oficiais devem trazer o nome de registro com o nome social ao lado, mas ele se recusava a ouvir", afirmou.

Lua diz que os policiais assistiam à televisão e, ao questionar sobre a demora no atendimento, os agentes responderam: "Estamos ocupados".

"Eu disse a eles: 'Estou cansada, estou com dor'. E me falaram que a previsão de atendimento era de mais duas horas. Então desisti. Depois ouvi dizer que é uma tática muito comum usada pelos policiais para desencorajar o registro da queixa. Parece que eles costumam fazer isso para desestimular a denúncia mesmo", contou.

Segundo a reportagem, a Comissão de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Niterói disse que está oferecendo à Lua "apoio jurídico para a devida identificação e responsabilização dos autores desse ato covarde de barbárie".



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