Tatuagens podem esconder câncer de pele

As “pintas” podem ficar camufladas no desenho feito na pele.

A criatividade para desenvolver desenhos traz muitas cores, símbolos e agrada muitas pessoas. Porém, essa arte pode “camuflar” e esconder possíveis pintas que podem se tornar câncer de pele. Portanto, é importante ficar atento à pele antes de fazer a tatuagem e também fazer consultas periódicas ao dermatologista.

O médico dermatologista, Dr. Luciano Morgado, explica que as tatuagens podem esconder sinais de alerta na pele de um possível câncer de pele. “A tinta ou a tatuagem em si não causa câncer de pele, mas pode ‘esconder’ as pintas e um possível câncer em fase inicial”, detalha. As pintas perigosas têm as seguintes características: Assimetria (um lado não é parecido com o outro), Borda (bordas irregulares), Cor (várias colorações – castanho claro, escuro, preto), Diâmetro (acima de 5mm) e Evolução (mudança de forma e cor, além de sangramento e coceira).

O dermatologista explica que as pintas podem surgir na palma das mãos, sob as unhas, na planta dos pés, couro cabeludo. “É fundamental uma visita periódica ao dermatologista para tratar nos estágios iniciais”, acrescenta.

O mapeamento corporal é um dos exames mais eficazes para identificar o câncer de pele do tipo melanoma, com ele pode-se diagnosticar precocemente, tendo maior possibilidade de cura. Nele são realizadas fotografias macro (corporais) e microscópicas das lesões mais importantes. O equipamento utilizado é o dermatoscópio Foto Finder. É necessária a realização anual do exame para um adequado acompanhamento.

Carcinoma basocelular

•      Câncer de pele mais frequente – 65% dos tumores de pele em pessoas acima de 40 anos.
•      Incidência tem aumentado entre as pessoas de pele clara. Risco estimado de 30 por cento de desenvolver um ao longo da vida.
•      Baixa mortalidade  - 0,05 a 0,08/100.000
•      Idade média acima de 60 anos

Fatores de Risco

•      Radiação ultravioleta – exposição solar
•      Queimaduras intermitentes e na infância aumentam o risco
•      Raro em negros – 99% dos casos em pessoas brancas
•      História familiar positiva – aumento do risco em 2,2 x
•      Paciente que já teve um CBC – 10 x mais chance. Risco de ter outro em 3 anos – 44%
Pode surgir sobre nevus sebáceos no couro cabeludo.
Manifestações clínicas.

•      Pequenas pápulas (carocinhos) que sangram com facilidade
•       Coloração avermelhada ou perlácea
•      Presença de vasinhos na superfície
•      Podem ulcerar e eventualmente apresentarem pigmentação – CBC pigmentado
•      Feridinha que não cicatriza
O tratamento é cirúrgico.

 Carcinoma espinocelular

•      Segundo Câncer de pele mais comum
•      Corresponde a cerca de 20 % dos tumores de pele
•      Um pouco mais frequente em homens 2:1
•      97% surgem de lesões pré-cancerosas, as chamadas ceratoses actínicas.
•      Podem ocorrer metástases em 5% dos casos

 Fatores de risco

•      Exposição crônica à radiação ultravioleta – efeito cumulativo.
•      Pode surgir em úlceras e cicatrizes
•      Exposição à radiação ionizante
•      Contato com arsênico, hidrocarbonetos
•      Fatores Gentéticos – Xeroderma pigmentoso, albinismo
•      Infecção por HPV- câncer da região genital- colo de útero, pênis

 Manifestações Clínicas

•      Pápulas ou placas avermelhadas e com crostas
•      Lesões elevadas e avermelhadas, com fácil sangramento, nos lábios
•      Pápulas novas em úlceras ou áreas de queimaduras
•      Áreas ulceradas ou vegetantes
•      Ceratoses actínicas – pequenas áreas de pele áspera e avermelhada nos antebraços, dorso de mãos e face. As ceratoses actínicas são consideradas lesões pré-cancerosas para o câncer de pele do tipo espinocelular.

O tratamento também é cirúrgico.

Melanoma

•      4% do tumores de pele
•      Mais perigoso
•      Maior incidência de metástase e óbito
•      79% dos óbitos por câncer de pele
•      Incidência vem aumentando nos últimos anos
•      Mais frequente entre a quarta e sexta de década de vida. Mas pode ocorrer em adultos jovens. Um pouco mais frequente em mulheres
•      Similar a um sinal normal da pele – cor escura

Fatores de risco

•      Exposição intermitente à radiação solar – queimaduras solares, principalmente na infância.
•      Fatores Genéticos – Histórico pessoal ou familiar de melanoma
•      Pessoas com muitos nevus (sinais) irregulares, os chamados nevus displásicos ou atípicos
•      Homens (mais comum no tronco). Mulheres (mais comum na perna)

 Corpo Clínico

Dra. Ana Regina Franchi Trávolo – Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); membro titular da SBD; membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica – SBCD; membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia; membro da International Association of Aesthetic Medicine; graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – FAMERP e fellow em Dermatologia e Laser pelo Hospital Ramon Cajal, na Espanha.

Dr. Luciano Ferreira Morgado – Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); membro titular da SBD; membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica – SBCD; membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia; membro da International Association of Aesthetic Medicine; pós-graduado em Cirurgia Dermatológica, Laser e Dermatologia Estética pela FM-ABC São Paulo; Fellow em Cirurgia Micrográfica de Mohs – Santa Casa-RJ; Graduado em Medicina pela UnB e mestre em Terapia Fotodinâmica com Nanotecnologia pela Universidade de Brasília.

Serviço:

Monte Parnaso – Cuidados à flor da pele

Centro Médico Júlio Adnet, SEPS 709/909, Bloco A, Clínica 9, 1° subsolo.

Contato: (61) 3263-0833 / 3263-0834

www.monteparnaso.com.br

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