Rio - A cantora e deputada federal Flordelis dos Santos Souza (PSD) chegou ao Ministério Flordelis, no bairro Mutondo, em São Gonçalo, Região Metropolitana, onde acontece o velório do seu marido Anderson do Carmo de Souza, de 42 anos. 

O pastor foi executado a tiros dentro de casa, na madrugada deste domingo, em Pendotiba, em Niterói. 
A parlamentar, que acompanha o culto fúnebre sentada ao lado do caixão, chegou a passar mal. Ela desmaiou e precisou receber atendimento médico. Dezenas de pessoas acompanham a cerimônia. Uma fila foi formada e pessoas passam junto ao corpo para dar o último adeus ao pastor.

A deputada fez uma homenagem ao marido e cantou uma música. “Hoje é dia de cultuar o Senhor e vamos cultuar. Se Deus fizer, ele é Deus. Se não fizer, vai continuar sendo Deus. Ele é bom. Meu marido gostava de cantar esse hino”, disse em referência ao louvor gospel “Deus é Deus”, do cantor Delino Marçal.


Anderson Carmo e floredis/reprodução
“Haja o que houver, meu marido lançou o lema: 'sofre eu, mas não sofre a obra'. A obra não vai parar. Nada vai deter a obra. A igreja vai continuar. Sempre tivemos esse combinado. Sempre conversamos sobre tudo. Sempre fazíamos muita coisa juntos. Agora, vou ter que fazer muita coisa sozinha", disse emocionada.
"Essa semana o Ramon teve um sonho. Ele sonhou com a vinda de Jesus. Sonhou que uma foice cortava para sim as coisas boas. Ele não disse se subia. Perguntei para ele o que subia e ele me disse que apenas uma rosa vermelha subia. Então, eu disse: 'Deus vai levar alguém da nossa casa'. Agora está aí, nosso pastor. Se tem uma coisa que ele não iria gostar, é que hoje domingo as portas estivessem fechadas. E o combinado era, se um de nós fossemos embora, o outro faria o culto mesmo assim, chorando”, completou. 

Muito abalada, a mãe de Anderson chegou amparada e dizia “não me deixa filho. Não me deixa”. A mulher chegou a desmaiar ao  se aproximar do caixão.

Acompanham o velório o deputado estadual Chico Machado, o federal Hugo Leal, o senador Arolde de Oliveira, a ex-governadora do Rio e deputada federal Benedita da Silva Dezenas de coroas foram enviadas ao local. Entre os que enviaram as condolências foi o prefeito do Rio Marcelo Crivella.
Segundo a liderança da igreja, mais de 2, 5 mil pessoas acompanham o velório do pastor nesta noite.

'Ele sacrificou a vida para proteger a família'
Mais cedo, a cantora e deputada federal falou publicamente, pela primeira vez sobre o crime, ocorrido dentro de casa do casal em Pendotiba,durante a madrugada. Ela destacou que o companheiro morreu para salvar a família e que agora os mais de 50 filhos ficaram órfãos.

"Mais uma violência, mais uma tentativa de assalto frustada que acabou na morte do meu marido. Essa violência que está imperando em nosso estado tem que acabar, tem que ter um jeito, do jeito que está não pode continuar. Quantos mais inocentes terão que morrer? São 55 filhos agora sem pai", desabafou, chorando muito. 

Segundo informações, o pastor Anderson do Carmo de Souza, de 42 anos, foi executado com pelo menos 15 tiros minutos depois de chegarem na residência. Ele chegou a ser socorrido pelos familiares para o Hospital Niterói D'Or, no bairro Santa Rosa, mas não resistiu aos ferimentos e já deu entrada morto na unidade particular. 

Os familiares falaram à polícia que eles voltavam de uma confraternização e no bairro São Francisco a deputada teve a sensação de estar sendo seguida por duas motos. Quando já estavam em casa, o marido foi até a garagem buscar algo que havia esquecido no carro. Neste momento, ele foi executado pelos criminosos, que usavam touca ninja. O veículo da família, um Honda Accord LX, também foi atingido pelos disparos e o cachorro da da família foi dopado pelos atiradores.
Desavença familiar por causa de dinheiro pode ter motivado execução


Anderson Carmo e floredis/Reprodução
Uma desavença familiar pode ter motivado o assassinato do pastor Anderson do Carmo de Souza, de 42 anos, marido da deputada federal Flordelis (PSD). Execução é a principal linha de investigação da polícia, mas outras linhas não foram descartadas pelos policiais.

A DHNSGI já sabe que antes da ação dos criminosos, um dos cachorros da família foi dopado para não alertar os vizinhos durante a ação dos assassinos. Os agentes já sabem também que pelo menos três homens, encapuzados, participaram do crime. 

"Houve uma desavença entre o Anderson e um parente por conta de dinheiro. Essa briga causou um racha e essa é a nossa principal linha de investigação", disse um agente ao DIA.

Acompanham o velório o deputado estadual Chico Machado, o federal Hugo Leal, o senador Arolde de Oliveira, a ex-governadora do Rio e deputada federal Benedita da Silva 
Dezenas de coroas foram enviadas ao local. Entre os que enviaram as condolências foi o prefeito do Rio Marcelo Crivella.
Fonte> https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/