Como parte da estratégia de prevenção das atividades do Julho Amarelo, que alerta para a importância do diagnóstico e tratamento contra as hepatites, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve em Campo Grande (MS), nesta segunda-feira (22), onde divulgou o novo 

Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais. Atualmente, mais de 500 mil pessoas vivem com o vírus da Hepatite do tipo C e ainda não sabem já que se trata de uma doença silenciosa e que geralmente não apresenta sintomas até que se torne mais grave. 

Desde janeiro deste ano, foram enviados para todos os estados 24 mil tratamentos completos para hepatite C. A previsão é que cerca de 50 mil pessoas sejam tratadas pelo Sistema Único de Saúde ainda neste ano. Para incentivar a busca pelo diagnóstico e tratamento da doença, o Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, pactuaram o plano de eliminação da hepatite C até 2030. Segundo Luiza Henrique Mandetta, essa é uma meta possível de ser alcançada. 

“Hoje nós estamos com todas as possibilidades que os médicos pediam para poder fazer o tratamento melhor para cada uma dessas pessoas. São medicamentos extremamente, são medicamentos extremamente. Então nós estamos ampliando a expectativa de tratamento porque temos a expectativa de que, com o aumento da testagem, possamos chegar nesses 50 mil por ano. Nós temos uma meta, uma meta difícil, muito difícil, mas a gente tem que ter até 2030, com vacina e tratamento, ter número praticamente zero de hepatites no Brasil”.

Todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, sendo que agora em 2019, o Governo Federal fez a maior compra já realizada no Brasil para o tratamento da hepatite C. Foram quase 43 mil tratamentos e outros sete mil estão em processo de compra. Essa ação coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a essa doença.