Baixa visão não corrigida com o uso de óculos


A causa  do déficit não está relacionada ao olho, mas, sim na região cerebral que corresponde à visão e que não foi devidamente estimulada no momento certo – o olho não aprende a enxergar. Essa patologia também é apelidada de “olho preguiçoso”, afetando 1 a 2% da população, sendo a principal causa de baixa visão nas crianças.

A médica oftalmologista da Auge Oftalmologia Dra. Doroteia Matsuura, explica que a doença pode afetar 1 ou os 2 olhos e é um problema sério que deve ser observado pelos pais ou professores quando houver dificuldades de visão. “O ideal são as consultas rotineiras ao especialista, a ambliopia quando não tratada antes dos sete anos de idade, pode afetar um déficit visual, afetando a criança por toda a vida”, destaca.

Como a ambliopia não provoca sintomas, surgindo e piorando de forma silenciosa, principalmente por ser um problema que costuma afetar as crianças, os pais precisam acompanhar e observar a sensação de visão e leitura dos pequenos. “É importante estar atento aos sinais de desalinhamento dos olhos, que indicam estrabismo, ou de dificuldades visuais, como por exemplo dificuldades para aprendizado na escola, ter por hábito cerrar os olhos ou aproximar objetos para ler. Caso surjam, deve-se agendar uma consulta com o oftalmologista, que irá realizar o exame oftalmológico”, acrescenta a médica, esclarecendo que após o teste do olhinho, deve consultar periodicamente o especialista.

Principais causas:

Refracional: um ou ambos os olhos têm a imagem borrada por um erro refracional (grau) não percebido e não tratado, fazendo com que os olhos não desenvolvam sua capacidade de enxergar.

Ambliopia por privação: qualquer obstáculo a formação de imagem nítida da retina, como a catarata congênita, ptose palpebral, hemangiomas, entre outras.

Estrábica: a criança ‘’usa’’ apenas um dos olhos, o que está alinhado, e o olho desalinhado não se desenvolve, pois o cérebro precisa suprimir a imagem deste para que a criança não apresente visão dupla.

O tratamento se dá no ato de forçar a criança de usar o olho preguiçoso, isso é feito através de tampão sobre o melhor olho para que o olho afetado possa ser estimulado. Se existir o estrabismo, este poderá ser corrigido com cirurgia geralmente após o tratamento da ambliopia.

Corpo Clínico

DOROTEIA MATSUURA

Oftalmologista responsável pelo departamento de Visão Subnormal e Reabilitação Visual da Auge Oftalmologia. Cirurgias de Pterígio e Tumores da Superfície Ocular. Formada pela Universidade Federal do Paraná. Residência Médica em Oftalmologia, Subespecialidade em Estrabismo na Faculdade de Medicina USP Ribeirão Preto. Titulo de Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Associação Médica Brasileira.  Membro da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal.

Serviço:

Auge Oftalmologia

Brasília Medical Center – SGAN 607 Bloco A Salas 309/310 – Asa Norte

Contato: (61) 3322-6000

www.augeoftalmologia.com.br

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