Hoje, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher.
Mas eu quero convidar você para uma reflexão bem realista sobre o mundo em que vivemos.
Todos os dias mulheres são mortas — muitas vezes por homens que deveriam protegê-las. Meninas, no Brasil e em vários lugares do mundo, ainda são obrigadas a casar com homens que poderiam ser seus pais ou até avôs. Bebês e crianças são violentadas dentro da própria casa, por pais, padrastos ou pessoas que deveriam cuidar delas.
Temos leis importantes, como a Lei Maria da Penha, mas muitas vezes elas parecem existir apenas no papel. Recentemente, por exemplo, uma decisão judicial em Minas Gerais repercutiu ao aceitar a união envolvendo uma menina de apenas 12 anos com um homem adulto, o que gera indignação e nos faz questionar: que proteção estamos realmente dando às nossas meninas?
Também vemos mães sendo ignoradas, abandonadas ou desrespeitadas por familiares. E nas grandes cidades, quantas “Marias”, “Joanas” e tantas outras mulheres estão à mercê das marquises, vendendo o próprio corpo para sobreviver?
Diante de tudo isso, confesso: não encontro muitos motivos para comemorar.
Talvez o que este dia realmente precise ser é um convite à consciência. Que possamos dedicar não apenas um dia, mas todos os dias do ano para praticar mais amor, respeito e compaixão.
Quem sabe, quando essas atitudes se tornarem realidade para todas as mulheres, aí sim teremos um Dia Internacional da Mulher verdadeiramente feliz para comemorar.
Por Malu Silva @vovoblogueiradf



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