Todas as sessões têm entrada gratuita e a extensa programação paralela inclui filmes de outros realizadores, escolhidos por sua relevância histórica, estética e política. 

Julianne Moore em Longe do Paraíso (Divulgação)

A Mostra Todd Haynes segue em cartaz no CCBB Brasília até o dia 22 de março, oferecendo ao público a oportunidade de conferir gratuitamente a retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais influentes do cinema contemporâneo. A programação reúne 23 filmes — 13 dirigidos por Todd Haynes e 10 obras em diálogo com sua filmografia — incluindo títulos como Carol, Longe do Paraíso, Velvet Goldmine e Segredos de um Escândalo, além de clássicos que ajudam a contextualizar suas referências estéticas e políticas. A entrada gratuita, com retirada dos ingressos 1h antes na bilheteria. A classificação indicativa é de acordo com cada filme (ver programação).

Além das sessões, a mostra promove uma programação complementar com duas mesas de debate, sessões apresentadas e comentadas e um curso de dois encontros, ampliando a reflexão sobre melodrama, cinema queer, representação feminina e linguagem audiovisual. Participam das atividades as pesquisadoras Emília Silberstein e Lila Foster, o cineasta Mike Peixoto, a pesquisadora Marisa Arraes, além das curadoras Carol Almeida e Camila Macedo. O curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol” será ministrado por Alessandra Brandão e Ramayana Lira de Sousa.

Para participar das atividades formativas e das sessões, basta retirar o ingresso gratuitamente na bilheteria física do CCBB Brasília, uma hora antes do início de cada evento. As mesas contam com tradução em Libras e há sessão acessível do filme Carol, com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras.

A mostra também disponibiliza um catálogo inédito, em versões impressa e digital, com textos de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, incluindo tradução de artigo da teórica feminista Mary Ann Doane e entrevista exclusiva com o diretor.

ATIVIDADES PARALELAS:

 

Sessões comentadas

 

07 de março de 2026 (sábado)

Velvet Goldmine, comentada pelo Cinebeijoca

 

08 de março de 2026 (domingo)

Mal do século, comentada pelo Cinebeijoca

 

11 de março de 2026 (quarta-feira)

Canção de amor Veneno, comentada por Marcus Azevedo

 

13 de março de 2026 (sexta-feira)

O suicídioAssassinos: um filme sobre RimbaudPeggy e Fred no inferno: o prólogo, comentada por Carol Almeida

 

15 de março de 2026 (domingo)

Longe do paraíso, comentada por Letícia Bispo

 

19 de março de 2026 (quinta-feira)

JolliesDottie leva palmadas e Primavera, comentada por Camila Macedo


Mesas de debate

 

14 de março de 2026 (sábado)

17h - Debate 1: Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes

 

Descrição: A proposta é pensar como o diretor projeta figuras femininas em seus filmes e produz debates de gênero a partir da remodelação dos códigos do melodrama no cinema, tradicionalmente vinculados a um suposto "cinema para mulheres". A partir de conceitos sobre o espaço do "lar" e dos limites entre o doméstico e o público, vamos debater sobre os gestos políticos nos roteiros e nos modos de filmar que Haynes adota em várias de suas obras.

 

Duração: 90 minutos

Convidados: Emília Silberstein, Lila Foster, com mediação de Carol Almeida

Acessibilidade: presença de intérprete de Libras

 

21 de março de 2026 (sábado)

17h - Debate 2: O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer

 

Descrição: Como um dos mais proeminentes nomes do New Queer Cinema dos anos 1990, o trabalho de Todd Haynes tem inspirado filmografias de jovens cineastas queer ao redor do mundo e, também, no Brasil. Nesta mesa, conversaremos sobre essas influências, com especial atenção aos diálogos entre a obra de Haynes e filmes brasileiros da atualidade.

 

Duração: 90 minutos

Convidados: Mike Peixoto, Marisa Arraes, com mediação de Camila Macedo

Acessibilidade: presença de intérprete de Libras

 

Curso

 

14 e 15 de março de 2026 (sábado e domingo)

10h às 15h (inclui intervalo de 1 hora)

Título: Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol, de Todd Haynes



Descrição: O filme Carol é frequentemente lembrado por sua sofisticação formal, mas este curso/oficina propõe tratá-lo como um dispositivo de investigação: como a espectatorialidade se torna ação (insistência, imaginação e sobrevivência) diante de imagens historicamente marcadas entre apagamento e codificação. Apresentaremos a fabulação como inventário, recuperando imagens como bens afetivos e reorganizando-as em um baú de referências lésbicas e/ou cuir em contínua invenção e reinvenção. Mobilizaremos o velcro como método, curadoria-crítica por fricção que tensiona superfícies e produz sentido na própria montagem. Na dimensão prática, construiremos um dossiê-velcro com seleção comentada de cenas, constelações de imagens e um roteiro de montagem que explicita aderências, descolamentos e tensões, expresso, entre outras possibilidades, na forma de storyboard de vídeo-ensaio, sequência montável ou um atlas anotado de espectatorialidade lésbica e/ou cuir.


 

Duração: 8 horas, sendo 4 horas em cada dia.


Ministrantes: Alessandra Brandão e Ramayana Lira.


Informações no site e retirada de ingressos na bilheteria do CCBB Brasília.


Sessão com acessibilidade

 

17 de março de 2026 (terça-feira)

18h30 - Filme: Carol

 

Descrição: Exibição de um dos mais célebres filmes da carreira de Todd Haynes, que condensa algumas das suas principais marcas autorais (como as escolhas de encenação, os usos dos códigos melodramáticos, o protagonismo feminino, as discussões ao redor da sexualidade e de suas restrições sociais, a reconstituição de época e o diálogo com outras linguagens artísticas), em cópia com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. Voltada a pessoas com deficiência visual, surdas e ensurdecidas, a sessão é seguida de conversa com a curadoria com presença de intérprete de Libras.

 

Acessibilidade: presença de intérprete de Libras durante a conversa.

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Carol Almeida e Camila Macedo

Idealização, coordenação geral e produção executiva: Hans Spelzon

Empresa produtora: Caprisciana Produções

Apoio Institucional: Instituto Goethe

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e Governo do Brasil

Patrocínio: Banco do Brasil

 

CONVIDADOS

Mariana Souto

Ana Caroline Brito

Cinebeijoca

Marcus Azevedo

Lila Foster

Emília Silberstein

Ramayana Lira de Sousa

Alessandra Brandão

Letícia Bispo

Mike Peixoto

Marisa Arraes