Na Semana Nacional da Conscientização Sobre Alergia Alimentar, uma ação que orienta os profissionais da educação sobre o tema vai acontecer dia 16 de maio, no Auditório da Associação Médica de Goiás

A reação alérgica a alimentos é uma das grandes preocupações dos pais de primeira viagem. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), estima-se que de 2 % a 10% da população é afetada por essa reação adversa, sendo que cerca de 6% a 8% das crianças com menos de 3 anos de idade, possuem algum tipo de alergia alimentar.

Mas não são apenas os progenitores que precisam ficar atentos, uma vez que todos os responsáveis pelo pequeno precisam ter certos cuidados, como é o caso dos profissionais de educação. Por isso, no dia 16 de maio, a Dra Germana Pimentel Stefani, do Departamento  de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia estará no Auditório da Associação Médica de Goiás, em Goiânia, realizando uma ação voltada para os profissionais de educação, com orientações sobre o tema.

O que é alergia alimentar?

A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico a um alimento. O organismo reconhece uma proteína alimentar como perigosa e pode causar sintomas na pele, no sistema digestivo, respiratório ou cardiovascular, com intensidade variável.

A imunologista alergista Maria Letícia Chavarria, Presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia/Regional de Goiás, explica que, “por mais que seja frequente que a alergia alimentar surja na infância, ela pode aparecer em qualquer fase da vida. O seu surgimento é influenciado por fatores genéticos, ambientais e imunológicos”.

Segundo a doutora, alguns alimentos concentram a maioria dos casos de alergia alimentar. “Leite e ovo são mais comuns na infância, enquanto amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar predominam em adolescentes e adultos”, afirma. Portanto, qualquer proteína alimentar pode causar alergia, mas somente nas pessoas que tiverem a predisposição.

No entanto, ter uma alergia alimentar não é motivo para ansiedade, visto que é possível ter qualidade de vida com o tratamento adequado. “Com diagnóstico correto, educação, prevenção de exposições acidentais e acompanhamento adequado, a maioria das pessoas consegue viver de forma segura e ativa”, diz Chavarria.


Ter conhecimento sobre as alergias alimentares é um dos principais meios para diminuir as dúvidas sobre o tema.