segunda-feira, 4 de abril de 2016

Brasileira está ajudando crianças carentes de Moçambique após conhecer o país

A primeira viagem que Beatriz fez para Moçambique, na África, foi em 2013. Até a data do embarque, a jovem de 18 anos estava apreensiva com a realidade de pobreza e miséria que encontraria por lá.
Mas, ao desembarcar, Beatriz não teve dúvidas de que tinha feito a escolha certa. Ela e outros voluntários levaram 150 kits escolares para crianças e adolescentes, incluindo mochilas-saco, caneta, lápis, escova de dentes, dentre outros itens.
“Nosso trabalho era mais social em algumas comunidades bastante carentes e distantes da cidades, e principalmente com crianças. Contávamos histórias, distribuímos brinquedos de doações que todos os voluntários levaram”, lembra.
O convívio com as crianças das comunidades onde esteve foi o melhor possível, embora muitas delas não falasse português. Durante o tempo em que esteve em Moçambique, Beatriz pôde conhecer um pouco mais da rica cultura do povo moçambicano.


Foram os 13 dias que mudaram para sempre a vida da brasileira. “Meus valores e sonhos mudaram no dia em que pisei em Moçambique.”
Em 2014, ela retornou a Moçambique com mais quatro voluntários da ONG REVIVA, de ajuda humanitária, fundada por ela, e a mãe, que é chef de cozinha e ensinou as pessoas que elas poderiam reaproveitar a comida que antes era desperdiçada.
“Dessa vez, fiquei 33 dias. Fizemos a pesquisa que precisávamos. Mas dessa vez foi tudo muito diferente, pois não estava de baixo de um liderança de algum grupo, estava por mim mesma. Precisei me virar, andar a pé e de transporte público, contratei um segurança pois a segurança lá, principalmente com mulheres brancas, é muito difícil, podendo ser abusadas sexualmente ou até mortas.”

A prefeitura de Meconta, distrito da província de Nampula, conheceu o trabalho de Beatriz e se dispôs a ajudá-la. Depois de um encontro com a governadora da província, ela conseguiu a doação de um terreno de 11 hectares para construir um orfanato para abrigar crianças órfãs vítimas do HIV, da fome de uma guerra civil que terminou há 30 anos. “Foi a realização de um sonho”, disse emocionada Beatriz.
fonte:Inquitaria.com



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