quarta-feira, 6 de abril de 2016

EC 415 de Samambaia oferece riscos gravíssimos a alunos e professores

Em visita à Escola Classe 415 de Samambaia, o Tribunal de Contas do Distrito Federal encontrou diversos problemas na estrutura que comprometem a qualidade do ensino; prejudicam a saúde e a segurança de alunos, professores e servidores; e até podem colocar em risco a vida de quem frequenta o local.
 O presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha, foi à unidade acompanhado de servidores da Corte e do presidente da Comissão de Educação da Câmara Legislativa do DF, deputado distrital Professor Reginaldo Veras. Na inspeção, verificou-se que os pilares de sustentação estão corroídos. “Essa situação tem que ser corrigida de imediato, pois pode colocar em risco a vida de alunos e professores”, ressaltou o presidente do Tribunal.
 A EC 415 foi construída para funcionar de forma provisória na década de 1980. Mas, 24 anos depois, a escola não teve qualquer reforma estrutural. As placas de pré-moldado que compõem as paredes das salas de aula estão se descolando. Não há condições mínimas de acessibilidade. O piso está todo rachado, com placas soltas, desníveis enormes entre os blocos e ferragem exposta, o que já provocou acidentes com as crianças de 05 a 12 anos que estudam lá. Os banheiros também estão deteriorados. Segundo o coordenador da Regional de Ensino de Samambaia, Celso Antônio Pereira da Silva, não cabe mais reparo. “Essa escola precisa ser demolida e uma nova construída no local”, disse.
 A rede elétrica está toda comprometida, sem aterramento, com fios soltos e constantes descargas de energia. Vários alunos e quase todas professoras já tomaram choques. Além disso, nos dias de chuva, a escola inunda e chove dentro das salas de aula. Também não há conforto térmico e isolamento acústico. “Aqui o calor é muito forte e, quando chove, nós levamos choque e as paredes ficam parecendo uma cachoeira”, afirmou a professora Aidê Ferraz.
 Em 2011, essa escola pública foi incendiada e sete salas de aula ficaram completamente destruídas. Segundo a Regional de Ensino, só houve pequenos reparos na parte elétrica depois do episódio e uma nova pintura.
 O monitoramento do cumprimento das determinações feitas pelo TCDF após a realização de auditoria em 2014 será feito durante o ano de 2016. Essa fiscalização abrangerá todas as Regionais de Ensino. Ao final das visitas, a Corte vai produzir um relatório apontando a qualidade das instalações e se a Secretaria de Educação (SE/DF) cumpriu as determinações feitas, especialmente para implementar um plano de manutenção das escolas públicas do DF. “Nós estamos muito preocupados com as condições das escolas públicas do DF e vamos convocar o secretário de Educação para a correção das irregularidades encontradas”, completou o Conselheiro Renato Rainha.

Por: Polyana Resende

imagem-logo
© Repórter Malu - 2015 - Todos os direitos reservados.
imagem-logo