sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Servidora da SES representará Brasil na Paralimpíada Rio 2016

Atleta foi selecionada juntamente com mais dois brasilienses na categoria tiro com arco olímpico


 Três atletas paralímpicos brasilienses vão representar o Brasil, na modalidade tiro com arco olímpico, nas Paralimpíadas Rio 2016. Entre eles, está a servidora do Hospital de Base, Thaís Carvalho, que iniciou nos esportes em 2012.
 Desde que se tornou atleta a jovem já acumula importantes títulos, mas segundo Thaís, a Paralimpíada sempre foi a oportunidade mais sonhada, e desde o início de 2015, focou os treinos para a competição deste ano.
 " Quando consegui a medalha de prata no Parapan de Toronto [Canadá], no ano passado, eu e meu treinador vimos a real possibilidade de participar da Paralimpíada 2016", revela.
 MODALIDADE - O tiro com arco olímpico exige que os atletas acertem suas flechas no centro de um alvo posto a 70 metros de distância. A pontuação no alvo vai de um a dez, de acordo com a proximidade do círculo central. O arqueiro tem 40 segundos para atirar cada uma de suas seis flechas. Nas finais, o arqueiro tem 20 segundos para atirar cada uma de suas três flechas. No ar, a flecha pode ultrapassar a velocidade de 240km por hora.
 Nas provas individuais, os arqueiros que obtêm os melhores resultados após cinco séries de três flechas passam à fase seguinte. A mesma regra vale para as provas em equipe, mas classificam-se os melhores conjuntos após quatro séries de seis flechas.
 Thaís é a atleta responsável pela conquista da primeira vaga para o Brasil na modalidade em que atua e foi convocada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) no dia 19 de julho. O embarque ao Rio de Janeiro já está marcado para o dia 31 agosto e a primeira disputa de tiro com arco feminino está prevista para 15 de setembro.
 "Eu já esperava por este resultado, mas a certeza mesmo só vem com a convocação. Esta convocação veio para tirar um peso das costas e garantir meu sonho. Acho que a maior sensação foi de alívio e de poder dizer: agora é oficial", comenta emocionada.
 SUPERAÇÃO – Thaís Carvalho tem uma história de superação muito bem observada pelo treinador, Christian Haensell. "Ela começou no esporte em 2012, no ano seguinte passou por uma amputação e em menos de um ano conseguiu se recuperar e alcançar índices olímpicos, ganhar medalhas", detalha.
A jovem tem pesudoartrose congênita e desde os três anos de idade, quando fraturou a tíbia direita, faz tratamentos e cirurgias. "Por conta da doença, a cicatrização e a junção do osso não acontece. Por isso, decidi amputar a minha perna direita e três meses depois da cirurgia, já estava de volta aos treinos", conta.
 Desde quando começou, Thaís se divide entre o trabalho no Hospital de Base, onde atua na diretoria administrativa, e os treinos no Clube do Exército. Quando precisa viajar para competir, conta com o período de férias e também com a colaboração da chefia.
 A jovem diz que, atualmente, está de férias por duas semanas para que possa se dedicar exclusivamente aos treinos até a data do voo. "Normalmente, trabalho de 07h às 13h, almoço e me arrumo para vir treinar. O treino vai até à noite e depois complemento com algum outro tipo de exercício, como musculação ou natação", esclarece.

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