Cultura: Artistas brasilienses se unem pela ressignificação do Setor Comercial Sul

Na próxima sexta, dia 30.10, um grupo de artistas da nova cena cultural do Distrito Federal vai fazer uma live solidária para arrecadar recursos para projetos do Instituto No Setor. 

Desde 2018, o grupo, como sociedade civil, faz a ocupação do Setor Comercial Sul, região central de Brasília, com movimentações de cultura, turismo, economia criativa e ações sociais. Essas últimas intensificadas durante a pandemia e também marcadas pelo fatídico dia 19 de setembro de 2020, um marco para a população em situação de rua que vive no local.

Todas as atrações aceitaram participar da live “Contra-ataque No Setor” por entenderem o quão importante é o trabalho realizado pelo coletivo. Os nomes vão do maracatu de Kirá e a Ribanceira ao rock de Joe Silhueta, da voz de trovão de Maria e o Vento à estrela do rap que é a cara do Distrito Federal, Murica, passando pela voz e violão de Alexandre Osmala, Matheus e Thiago Vieira e pelas composições autorais de Davi Silva, ex-morador de rua por 28 anos e agente da cultura do DF, que sempre teve a música presente na sua vida e uma relação muito próxima com o Setor Comercial Sul.

Alexandre Osmala e Matheus Vieira contam que toparam participar principalmente em prol das pessoas em vulnerabilidade que vivem no SCS desamparadas de políticas de governo. Murica (Puro Suco), reforça que a causa é justa e nobre e que sua relação “admiração total” com o INS é de família, já que muitos amigos trabalham no projeto. Assim como ele, Maria Clara (Maria e o Vento) também tem relação de amizade com o grupo. Ela estava com uma apresentação marcada para 2020, que foi cancelada por conta da pandemia. Guilherme Cobelo (Joe Silhueta) faz coro ao trabalho; se identifica com o movimento de reencantamento da cidade que o grupo realiza e lembra que o primeiro álbum da banda foi lançado numa festa no SCS.

O Setor Comercial Sul foi o local escolhido pelo Instituto No Setor para desenvolver projetos de ocupação e ressignificação do espaço público numa dinâmica de não imposição e sim de olhar atento sobre o território para, a partir daí, operar com pequenas ações positivas cotidianas. 

O artista Kirá (Kirá e a Ribanceira) acredita na potência do SCS como polo de movimentação cultural e social com grande impacto para a cidade. Ele fala com a propriedade de quem tocou na última grande festa que Brasília teve antes do isolamento social, o Setor Carnavalesco Sul. 

A live será ao vivo em estúdio (com cuidados sanitários para não contaminação e não aglomeração) e transmitida pelo canal do youtube do No Setor. 

Atrações: Joe Silhueta | Kirá e a Ribanceira | Murica | Maria e o Vento | Alexandre Osmala, Matheus e Thiago Vieira | Davi Silva

Serviço:

Live “Contra-ataque No Setor”

30.10 - 19h

Transmissão http://bit.ly/LiveContraAtaqueNoSetor

Classificação indicativa livre


Gastronomia: Restaurantes do DF promovem ações especiais para celebrar o Outubro Rosa

O mês de outubro, além de marcar oficialmente o último trimestre do ano, traz consigo a campanha mundial do Outubro Rosa, que tem como objetivo compartilhar informações sobre serviços e diagnósticos, além de debater o assunto e promover a conscientização sobre a doença junto à população. 

A campanha é tão importante que diversos setores apoiam a causa. No Distrito Federal, alguns restaurantes também aderiram ao movimento e promovem ações  especiais para colocar a temática em evidência.

Grano & Oliva

Na Grano e Oliva Pizzeria, a campanha Outubro Rosa será celebrada em grande estilo. Até o dia 31 de outubro de 2020, a cada venda da pizza Italiana, no tamanho médio, R$ 5 (cinco reais) serão destinados para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília.

A pizza Italiana (M - R$ 52) é feita com massa 48h de fermentação, molho pomodoro,  muçarela, tomate defumado e manjericão.

A ação é válida para pedidos realizados via delivery e também para consumo no restaurante.


Haná

No Haná Restaurante Japonês, durante todo o mês de outubro, a mulherada que for ao restaurante pagará o valor de R$ 79,50 (setenta e nove reais e cinquenta centavos - por pessoa) no Rodízio Premium. 

A promoção é válida apenas para as mulheres que consumirem o rodízio no local, no almoço e jantar, de terça a domingo até o dia 31 de outubro de 2020.


Serviço

Grano & Oliva 

Unidade (Asa Norte)

Endereço: CLN 403, Bloco E Loja 59 - Asa Norte

Pedidos (WhatsApp): (61) 3037-2147 

Horário de Funcionamento: de terça a domingo, das 18h às 23h

Instagram: @granoeolivapizzeria


Unidade (Dark Kitchen - Sudoeste) - apenas delivery

Endereço: Quadra 8, lote 2345, loja 06 - Zona Industrial

Pedidos (WhatsApp): (61) 3026 0206

Horário de Funcionamento: de terça a domingo, das 18h às 23h 

Instagram: @granoeolivapizzeria


Haná Restaurante Japonês

Endereço: CLS 408 - Asa Sul

Horário de funcionamento:

Almoço

das 12h às 15h - de terça a sexta

das 12h às 16h - sábados, domingos e feriados;

Jantar

das 19h às 23h - de terça-feira a quinta-feira e domingo

das 19h às 00h - às sextas e sábados 

Instagram: @hana_restaurante

Facebook/restaurantehanabsb

Saúde: Nutrição para 36 mil pessoas em situação de vulnerabilidade

 

Ordem durante a seleção dos alimentos é de desperdício zero  Foto Paulo H. Carvalho Agência Brasília

Ceasa-DF distribui 4,1 mil cestas verdes por semana e garante alimentos de qualidade e alto valor nutricional a quem não pode adquiri-los

Agencia Brasilia, publicou neste domiàngo (11) a primeira das três reportagens* de uma série sobre a rede de assistência alimentar do DF à população em situação de vulnerabilidade. Nesta primeira matéria, conheça as iniciativas de colaboração e saiba como funciona o mecanismo de integração da sociedade civil com órgãos públicos do Governo do Distrito Federal para garantir doação e distribuição de alimentos, com alto valor nutricional, às entidades socioassistenciais.

Há quase dez anos o Banco de Alimentos da Central de Abastecimento (Ceasa-DF) funciona como um grande núcleo que gerencia, coordena e distribui produtos de qualidade comprovada para a população carente. Os mantimentos chegam ao banco por meio de doações e de programas de aquisição da produção agrícola, iniciativa do Governo do Distrito Federal junto a pequenos produtores e agricultores familiares. O resultado dessa corrente de cidadania salta aos olhos: por meio da distribuição semanal de 4,1 mil cestas verdes, cerca de 36 mil pessoas em situação de vulnerabilidade são atendidas no processo – que, de quebra, garante que mais de mil produtores rurais consigam vender o fruto de seu trabalho.

"126 instituições/cadastradas na Seagri-DF para receber cestas verdes"

São números que podem traduzir a grandiosidade do modelo de doação no DF. Somente uma das iniciativas – o Programa Desperdício Zero (PDZ), da Ceasa-DF – distribuiu mais de 300 toneladas de alimentos em 2019. Entre janeiro e a primeira semana de setembro deste ano, mesmo em meio à pandemia de Covid-19, já foi assegurado o repasse de 124 toneladas pela central de abastecimento, que chega aos 48 anos mais moderna e eficiente neste domingo (11).

“Sobrevivemos pelas doações e não teríamos a menor condição de comprar as frutas e as verduras que o Banco de Alimentos nos oferece” Osleil Alves, motorista e morador da entidade Salve a Si

Com a plena execução do programa, o DF vê respeitado um dos principais deveres do Estado, que é garantir as melhores condições de alimentação à população. Nesse sentido, o Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), tem consolidado as bases do Programa de Coleta de Doação de Alimentos (PCDA). O modelo assistencial é reforçado por iniciativas como o Programa de Aquisição da Produção de Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF), que consiste em comprar alimentos de produtores para doá-los à população carente.

“As cestas são importantes pela qualidade e variedade dos alimentos, porque as pessoas em situação de vulnerabilidade não têm acesso a esses alimentos” Indiara Alves, nutricionista do Banco de Alimentos

Ao lado do gerente Bruno Martins,
a nutricionista Indiara Alves destaca a qualidade do trabalho
A casa terapêutica Salve a Si é umas das entidades cadastradas e beneficiadas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Com o caminhão estacionado e a postos para ser carregado de produtos, o motorista Osleil Alves, 45 anos, demonstrou que sem essa ajuda não seria possível manter 130 acolhidos na entidade. “Sobrevivemos pelas doações e não teríamos a menor condição de comprar as frutas e as verduras que o Banco [de Alimentos da Ceasa-DF] nos oferece”, admitiu Osleil, também morador da casa terapêutica.

Teia de colaborações

Trata-se de uma rede de cidadania em nome da segurança alimentar. De um lado, o PAA compra exclusivamente de pequenos produtores rurais e familiares por meio da Seagri; de outro, o PDZ recebe dos feirantes e donos de box a doação de mercadorias que perderam valor comercial, mas se mantêm adequados ao consumo humano.

Nesta teia de colaborações também figura o Programa de Doação Solidária (PDS), em que empresas privadas e órgãos públicos se aliam para arrecadar alimentos em campanhas ou eventos. O passo seguinte é a doação do que foi arrecadado ao Banco de Alimentos da Ceasa-DF, que fica responsável pela logística de recebimento, classificação e distribuição dos produtos.

Secretário da Seagri-DF, Candido Teles avalia que os programas de aquisição de produtos agrícolas familiares do GDF são ainda mais importantes em um cenário de pandemia. “As compras foram realizadas em hora oportuna, porque proporcionaram a produção no campo, a aquisição e ainda a alimentação das pessoas”, destaca Candido.

Valor nutricional

Pelo menos 126 instituições socioassistenciais estão cadastradas pela Seagri-DF e aptas a receber os alimentos, que são separados em cestas verdes com 13 quilos cada recheadas por legumes, verduras, frutas e tubérculos. São, no mínimo, dez itens que variam conforme a estação ou a safra.

A nutricionista do Banco de Alimentos da Ceasa-DF, Indiara Alves Septimio, lembra que as cestas têm grande valor nutricional. “As cestas são importantes pela qualidade e variedade dos alimentos, porque as pessoas em situação de vulnerabilidade não têm acesso a esses alimentos. Dependendo da doação dos feirantes, temos até orgânicos”, destaca a profissional.

Segundo o gerente de Segurança Alimentar e Nutricional do Banco de Alimentos, Bruno Henrique Martins, originalmente os programas tinham o propósito de servir como uma suplementação alimentar, mas a consolidação deles os transformou na principal fonte de mantimentos para muitas entidades. Com o cenário de crise sanitária, arremata Bruno, tal importância foi multiplicada.

         


BSB: Zoológico acolhe mais de 50 animais órfãos

Filhotes contam com cuidados em tempo integral até que fiquem independentes e saudáveis

Tamanduás, corujas, micos-estrela e saruês. Essas são algumas das espécies que o Berçário do Zoológico de Brasília acolheu nos últimos dias. Trata-se de um local exclusivo para animais resgatados órfãos e que atualmente cuida de 53 filhotes, sendo todos provenientes de resgates vítimas de atropelamento e tráfico, por exemplo.

Assim que esses animais são encaminhados para o berçário, é feita uma triagem em cada indivíduo para constatar a necessidade de cada um. Depois dessa avaliação, a equipe de nutrição prepara uma dieta com todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável do filhote.

Muitos desses animais chegam recém-nascidos, com dependência total de cuidados, o que exige atenção e dedicação em tempo integral da equipe de biólogos e médicos veterinários do Zoológico. A médica-veterinária Ana Cristina de Castro, explica o histórico dos animais que chegam abandonados.

Alguns recém-nascidos tem dependência total de cuidados | Foto: Divulgação

“No caso das aves, a maior causa é a perda de habitats, tráfico ou porque os filhotes caíram dos ninhos. Tem também aqueles filhotes que perderam a mãe em acidentes, como atropelamentos. A gente tem uma estrutura capaz de receber e cuidar desses animais, mas é muito triste quando atingimos números tão altos de filhotes órfãos porque mostra um desequilíbrio ambiental”.

Atualmente, o berçário acolhe dois bem-te-vi, nove periquitos-do-encontro-amarelo, três papagaios-galegos, dois tamanduás-bandeiras, dois tamanduás-mirins, duas corujinhas-da-mata, uma garça, um passeriforme, um mico-estrela e trinta saruês. Esses animais podem fazer parte de programas de conservação em cativeiro ou serem reintroduzidos na natureza, mas a destinação final é feita somente quando a equipe constatar que já estão independentes e saudáveis.

*Com informações do Zoológico de Brasília

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